segunda-feira, 4 de julho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
ALA e o Senhor Águas (in visão)
O senhor Águas
Nunca admirei tanto um atleta como admirei José Águas. Para quê, portanto, ir ao futebol se ele já não se encontra no estádio?
| António Lobo Antunes 6:07 Quarta feira, 22 de Jun de 2011 | |
Há mais de trinta anos que não assisto a um jogo de futebol. Não conheço os estádios novos, vejo, às vezes, um bocadinho na televisão. Mas entre os dez e os vinte anos não falhava um jogo do Benfica. E não falhei enquanto Águas jogou. Claro que não era apenas Águas: era Costa Pereira, Germano, Ângelo, Simões, Eusébio, Cavém, o grande Mário Esteves Coluna que Otto Glória considerava o melhor jogador português, outros mais artistas que jogadores, como José Augusto, por exemplo, a todos estou grato pela beleza e a alegria que me deram, porém nunca admirei tanto um atleta como admirei José Águas. Para quê, portanto, ir ao futebol se ele já não se encontra no estádio? Era a elegância, a inteligência, a integridade, o talento, e ao pensar em escrever o meu desejo era ser o Águas da literatura. Vi Pelé, Didi, Nilton Santos, Puskas, Di Stefano, Santamaria, tantos outros génios, no tempo em que o futebol não era ainda uma indústria nem os jogadores funcionários competentes, comandados por esse horror a que chamam técnicos: era pura criação, uma actividade eufórica, uma magia cinzelada, uma nascente de prazer, uma inspiração, um entusiasmo. Águas foi tudo isso e, muito novo, ganhou o respeito dos colegas, dos adversários, dos jornalistas da época, que os havia de grande qualidade, Carlos Pinhão, Carlos Miranda, Aurélio Márcio, Homero Serpa, tantos outros. Não jogava futebol: criava futebol, respirava futebol, inventava futebol, e teria sido um privilégio para mim conhecê-lo. Não para falar com ele, para o ouvir. A sua beleza física invulgar distinguia-o de todos os outros, a forma de se mover em campo era única, a autoridade sobre os companheiros natural e humilde. Os miúdos que iam comigo à bola chamavam-lhe senhor Águas, sem sonharem que era desse modo que Simões e Eusébio o tratavam, como tratavam Coluna. Senhor Águas, senhor Coluna. Reconhecíamo-lo, do alto do terceiro anel, no estádio de então, onde, de tão longe, os jogadores minúsculos, pelo modo de correr, se deslocar no campo, passar, rematar, reconhecíamo-lo pelos seus golpes de cabeça, inimitáveis, pelo sentido da ocupação do espaço, pela simplificada geometria do seu futebol. Não tinha a garra de Ângelo ou Cavém, a força de Coluna, o gigantesco talento de Eusébio, o poder do drible de Simões, a velocidade de José Augusto: era uma espécie de rei sereno e eficaz, um aristocrata perfeito. Até a andar os olhos ficavam presos nele, na harmonia dos gestos, no modo de ajeitar bola, e eu, criança de dez anos ou adolescente de quinze, pensava tenho de trabalhar mais esta página, ainda não chego aos calcanhares de José Águas. Escrever como ele jogava, com a mesma subtileza e a mesma eficácia. Escrever como a equipa do Benfica, umas vezes à Ângelo, outras à Germano, outras à Coluna, e finalizar à Águas. Nunca deve ter ouvido falar em mim nem podia adivinhar que um garoto qualquer o tomava não apenas como mestre de futebol mas como mestre de escrita. Só, mais tarde, certos saxofonistas de jazz, Bird, Coltrane, Webster, Coleman, Hodges, alguns mais, tiveram, sobre o meu trabalho, influência semelhante. Mas Águas foi o meu primeiro e indisputado professor: escreve como ele joga, meu estúpido, aprende a escrever como ele jogava. Como morava em Benfica via-o, às vezes, no autocarro do clube e ficava, pasmado de admiração, a fitá-lo. Isto lembra-me o meu irmão Nuno chegando a casa de dedo no ar
- Toquei no Eusébio, toquei no Eusébio
como provavelmente, eu o faria, porque na infância e na adolescência o futebol era, para além de uma aprendizagem do mundo, um prazer infinito. A cor dos equipamentos
(o meu amigo Artur Semedo:
- Não sou um homem às riscas, sou homem de uma cor só)
a entrada em campo, o hino, tudo isto me exaltava e fazia feliz. E as vitórias, comemoradas em Benfica com bebedeiras eufóricas. Uma das minhas glórias secretas, confesso-o agora, consiste em ter visto a fotografia do meu pai no balneário do hóquei em patins do Benfica, de ele ter estado no Campeonato da Europa de 1936, em Estugarda, com vinte ou vinte e um anos, e de brincarmos com uma caixa de lata cheia de medalhas, a que o meu pai não dava importância alguma e eu considerava inestimáveis. Há pouco, a minha mãe
- O que faço eu a isto?
exibindo-me uma espécie de troféu ou de placas num estojo, que alguns anos antes de morrer a Federação de Patinagem lhe entregou, juntamente com outras antigas glórias, e que me recordo de o meu pai, que não saía, ir receber com satisfação secreta. Mas, claro, eu era só filho do Lobo Antunes, não era filho do Águas, e ainda sei medir as distâncias. Portanto, o que vou eu fazer a um campo de futebol se ele já não joga? Seguir os funcionários competentes de um negócio? Assistir ao bailado dos técnicos? Ver a fantasia substituída pela sofreguidão, a ambição pela avidez, o amor ao clube pela violência idiota? Claro que continuo a querer que o Benfica ganhe. Claro que sou, como em tudo o resto, parcial, sectário, por vezes sem bom senso algum. Mas há séculos que não sofro com as derrotas e, sobretudo, não choro lágrimas sinceras com elas: estou-me nas tintas. Contudo voltaria a trotar, radiante, para assistir à entrada em campo de Costa Pereira, Mário João, Germano, Ângelo, Cavém, Cruz, José Augusto, Eusébio, Águas, Coluna e Simões, a agradecer-lhes o facto de me terem, durante anos e anos, colorido a existência. E talvez no fim do jogo, postado junto ao autocarro, quando os jogadores saíssem do balneário, o senhor Águas me apertasse a mão.
terça-feira, 21 de junho de 2011
e a bomba maior estará para vir
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Nuno Gomes
nunca morri de amores pelo Nuno Gomes. marcou golos, é certo, foi decisivo algumas vezes, mas achava que faltava sempre qualquer coisa. com o passar do tempo passou a ser portador da mística que transmitiu aos mais novos. nunca lhe ouvimos uma má palavra por ter sido relegado para quarta opção. no ano passado fartou-se de marcar golos nas oportunidades (poucas) que teve. era um incómodo para o JJ e isso confirmou-se hoje.
continua o farta vilanagem no Benfica. por estas e por outras, acho que não vou renovar o cativo, que é como quem diz, não vou doar dinheiro a incompetentes.
quando o JJ for despedido e o Nuno Gomes estiver a marcar golos a norte, o LFV, que ainda ontem teve 77% dos votos na Assembleia Geral, irá a uma qualquer casa dizer que foi um erro.
siga para bingo.
ps - pode ser que o seu clube do coração, sportém, lhe dê condições para ainda poder brilhar.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
acabou-se
falta de capacidade de resposta e leitura de jogo.
jogadores que não sentem a camisola.
pavões que dirigem o nosso querido clube.
fartei-me e, por ora, estou a banhos. não me apanham mais por aqui.
parabéns aos competentes que ganharam e também ao assistente.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Jara parece a solução para o azar de Sálvio
Aimar, é assim o campeonato português: golos limpos anulados e penalties descarados não assinalados. aprende e reclama menos que já não vale a pena. estava a ver que eras expulso, mas o grande Shéu ainda foi a tempo.
agora, vamos acreditar que é possível estar no Jamor.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
sofrimento a mais
o grande golo do nosso Capitão apareceu no momento certo. na segunda parte entrámos como na primeira, mas com uma diferença, a eliminatória estava no papo. ainda deu para aparecer César Peixoto.
podemos passar à final. no entanto, o sofrimento de hoje deixa-me apreensivo. até lá, ainda há uma meia-final da Taça e uma final da Taça da Liga.
jogadores do Benfica e equipa técnica: não me façam sofrer mais como ontem.
ps i - notável o nosso próximo adversário nesta competição. será um osso duro de roer.
ps ii - o próximo adversário na meia-final da taça, já campeão e potencial finalista da liga europa está muito mas muito forte.
terça-feira, 12 de abril de 2011
verdade desportiva (para o sd)
brujas?
segunda-feira, 11 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
grande exibição com um senão
viva o Sport Lisboa e Benfica e, se lá forem, estarei em Dublin.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
os erros do costume e para a frente é que é caminho
ah, e depois, uns dirigentes que não percebem a grandeza do nosso clube e fazem figuras tristes e mesquinhas. pior, descem ao nível daqueles que criticam e isso custa muito. só há um caminho, jogar o dobro ou triplo para que os pontos que nos sonegaram e que ofereceram ao adversário no início do campeonato não sejam perdidos. tivemos de tudo no passado domingo só nos faltou a sorte do jogo e, sobretudo, atitude e um guarda-redes que não falhe daquela forma.
adiante. hoje, e depois de alguns dias de ressaca, cá vamos nós para uma partida muito importante. temos boas hipóteses de estar na final de Dublin. eu quero estar lá, mas temos de ser humildes e lutar por todas as bolas. não vai ser fácil, mas é possível passar este psv que me deu dos maiores desgostos desportivos da minha vida no ano de 1988.
vamos a eles Benfica. raça, querer e ambição. será pedir muito?
sexta-feira, 1 de abril de 2011
nunca falou tão bem
dicionário porto editora:
| 1. | apropriar-se do alheio furtivamente ou com violência; furtar |
| 2. | raptar |
| 3. | figurado privar de |
| 4. | figurado arrebatar |
| 1. | cometer fraude |
| 2. | apresentar como seu aquilo que se copiou de obras alheias; plagiar |
| esquivar-se |
mas o roubo já aconteceu há alguns meses.
quinta-feira, 31 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
gosto muito do gajo
terça-feira, 22 de março de 2011
nunca mais acaba
e aí, meus amigos, acontece arte:
segunda-feira, 21 de março de 2011
razões
mas, não podemos esquecer que as segundas também têm dois nomes: estes, que ontem espalharam classe por stamford bridge.
o segundo golo do nosso antigo número 8 é para ver, rever e quase chorar de tanta classe.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Paris sera toujours Paris
carrega Sport Lisboa e Benfica.
ontem, o Sport Lisboa e Benfica (Casa de Macau) subiu à primeira divisão depois de ter começado na terceira divisão no ano passado. estamos bem em todos os pólos do globo!
terça-feira, 15 de março de 2011
parabéns
na baliza, núcleo de árbitros francisco guerra.
defesas, elmano, sousa, benquerença e proença.
médios, fernando gomes, andreia couto, joaquim oliveira e vítor pereira.
avançados, podridão do nosso futebol (xistra) e bruno paixão.
não referi nenhum nome dos participantes no núcleo de árbitros francisco guerra, porque preferi a instituição. mas são muitos e bons: artur soares dias, rui costa (árbitro) e cosme machado, entre outros.
jorge jesus nalguns jogos e luís filipe vieira também deram o seu mui precioso contributo.
sexta-feira, 11 de março de 2011
CARREGA BENFICA
manuel queirós: hehehehehehhehhhe
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ou FRANCO ATIRADOR JARA!
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quinta-feira, 10 de março de 2011
chargez Benfica
é o prélio em que a mais emblemática equipa portuguesa - monumento do futebol europeu e mundial, como lhe chamou o técnico do psg - de futebol do maior clube do mundo, pode fazer felizes milhares e milhares de emigrantes que estão na grande capital francesa. sempre foi assim e continuará a ser. o orgulho que os emigrantes portugueses sentem quando o Sport Lisboa e Benfica vence e, em particular, quando vence um clube francês é algo que devia pôr a pensar os patetas - e os dirigentes dos clubes dos patetas, george chick alzheimer cost à cabeça - que por aí gravitam a dizer disparates atrás de disparates. mas, eles não pensam em mais nada que não seja encher os bolsos à conta dos crimes que cometem e das bestialidades que dizem.
allez BENFICA!