terça-feira, 16 de junho de 2009
quem é o senhor que se segue

um francês, que jogava na segunda divisão francesa, há pouco mais de um ano foi comprado por 300 mil euros e vendido por 15 milhões a um colosso do futebol italiano, depois de toda a gente ter visto, quando jogava em setúbal, menos os responsáveis demissionários do meu clube, que podia estar ali um craque, ainda para mais depois da saída do léo.
um português, de seu nome, Jorge Fernando Pinheiro de Jesus, 54 anos, com passagens por clubes como o amora, felgueiras, moreirense, - desceu de divisão com os últimos dois - amadora, vitória de guimarães, belenenses e sabe-se lá mais o quê, e que até esteve para ser contratado o ano passado, quando o Camacho bateu com a porta, valeu 700 mil euros (140 mil contos na moeda antiga) a um clube satélite do campeão nacional.
ora, se pagámos 2 milhões de euros para mandar o quique orsiar para espanha, depois de mais um episódio vergonhoso da nossa história, e pagamos agora 700 mil euros para ter o bom do Jesus, é só fazer as contas. são 2 milhões e 700 mil euros (570 mil contos de réis).
essa quantia daria para comprar 9.5 cissokhos, i.e., quase uma equipa. claro está que não os há assim ao pontapé... mas ninguém me convence que não haverá pelo menos meio aí perdido pelos campeonatos da segunda divisão do cazaquistão.
e também ninguém me convence que os pseudo-craques que dizem estar ao serviço do Benfica não estarão a afiar as mãos para fazer a cama ao pobre do Jesus, assim que este os comece a insultar, como é seu apanágio, e que o "mestre da táctica"* (só me dá vontade de rir quando o apelidam disso) não seja mais um a finar-se no cemitério da luz. a questão agora é a de saber, que senhor se seguirá? aposto que as casas de apostas de londres já têm essa bet disponível.
*sobre esta alcunha, aqui fica uma pequena história contada por alguém que foi treinado pelo amadorense. certo dia, num treino, quando dividia as equipas para a famosa peladinha, o nosso treinador (será, a partir de agora o meu treinador), disse: bem, jogam 4 à defesa, 4 no meio campo e 3 no ataque. "oh mister, mas isso são 12?". o mestre responde: eu sei, mas é assim que eu quero que joguem. é de facto um mestre!
no tapete (pano) verde do subbuteo, que usava para jogar com caricas da schwepps, muitas vezes tentava pôr mais jogadores do que podia, porque não queria deixar de fora nenhum suplente do meu clube. para mim, qualquer jogador do Benfica era, nessa altura, um craque...
quinta-feira, 11 de junho de 2009
nova jersey
vieirada
o fontismo.
tivemos as trevas do azevedismo.
o renascer do vilavinhismo, digo vilarirismo.
veio a orelhada, a meias com a veigada, que nos devolveu alguma esperança.
agora, um golpe palaciano, feito por chicos espertos encartados, que ficará conhecido pela vieirada.
o vilavinho, perdão, o vilarinho diz que está farto de benfiquistas.
eu também estou farto de gajos como o vilavinho, com a devida vénia, do vilarinho, do vieira e dos seus acólitos. estou farto do jaime antunes, do figueiredo e de todos aqueles que nunca fizeram um charuto na vida e que aparecem para ter protagonismo.
o mesmo vieira que se agarra a rui costa como uma lapa mas que já diz mal dele nos corredores e reuniões onde participa.
o rui costa a quem faltará saber, apesar da boa vontade.
o não sei quantos carvalho podia doar o dinheiro que vai gastar para fretar o avião para ajudar o Benfica.
é o ai jesus, jorge, na sua expressão popular.
meu rico Benfica. temo pela tua existência.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
a morte anunciada e como nos podemos levantar
agora resta tratar dos feridos e enterrar os mortos.
para a nova época, peço pouco: saída imediata do luís filipe vieira da presidência do Benfica e entrada de jorge costa, esse mesmo, para treinador principal.
ver quais os jogadores portugueses que melhor se adaptam à realidade do futebol do Benfica e contratá-los. com vedetas não fomos lá. e, depois, não prometer títulos. anunciar que vamos estar 3 ou 4 anos sem nada ganhar e que, a partir daí, com as bases bem construídas, partiremos para uma década ganhadora.
segunda-feira, 30 de março de 2009
reflexão e cansaço
"No fim de tudo dormir.
No fim de quê?
No fim do que tudo parece ser...,
Este pequeno universo provinciano entre os astros,
Esta aldeola do espaço,
E não só do espaço visível, mas até do espaço total."
não é o fim deste blogue, mas apenas a entrada num período de reflexão mais ou menos longo.
ainda com o Álvaro:
"O que há em mim é sobretudo cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço..."
como se diz num Alentejo que conheço, até mais ver.
domingo, 29 de março de 2009
carlos (selva)gem
ninguém quer ir com o carlos para a selva. falta um líder. ou vários líderes como havia aqui há uns anos. aquele rapaz que enverga a braçadeira de capitão, tem jeito, faz uns malabarismos, mas para usá-la é necessário mais do que isso. falta espírito de equipa. parecemos uma manta de retalhos. Rui Costa, Figo, Pauleta, Fernando Couto, Jorge Costa fazem muita falta.
adeus áfrica do sul. lá vou ter de apelar à minha costela castelhana ou à paixão por Diego Armando Maradona, nesse certame africano.
Farinha, Alfredo
trissemanário "a bola" ajudou-me a aprender a ler bom português.
Alfredo Farinha, Vítor Santos, Carlos Miranda, Carlos Pinhão, Homero Serpa e Aurélio Márcio eram referências incontornáveis de bem escrever em português. a Bílblia era uma instituição que ajudou muitos portugueses a aprenderem a ler e a escrever.
verdadeiras peças literárias saíam da pena daqueles jornalistas. depois, havia o Nuno Ferrari, que foi dos melhores fotojornalistas que o Portugal da segunda metade do século passado conheceu.
hoje, partiu o Alfredo Farinha. Benfiquista confesso, tal como quase todos os que escreviam na Bíblia, deixa-nos, infelizmente, um vazio difícil de preencher. é que cada vez que abro um jornal desportivo, incluíndo a antiga Bíblia, percebo que as histórias genuínas, que muitas vezes fugiam ao lápis azul, nunca mais voltarão a ensinar as novas gerações.
paz à alma de um verdadeiro jornalista que, apesar de ser Benfiquista, nunca perdeu objectividade!
quinta-feira, 26 de março de 2009
ainda as reacções à final da taça da liga - domingos amaral
O melodrama do leão
Há cerca de mês e meio, durante um jantar em casa de amigos, dava na televisão o Belenenses-Sporting. Quando os leões marcaram os seus dois golos, um dos sportinguistas levantou-se, e gritou-me: "Tomem lá, seus chul..!"
Em vez de ficar contente, atacou o meu benfiquismo com insultos. Na altura, limitei-me a rir, pois só me incomoda quem pode, e não quem quer. Mas agora sei que se tratou de uma premonição do doentio desequilíbrio emocional que se vive este ano em Alvalade.
Como de costume, os sinais estavam lá. Vários jogadores insatisfeitos – Moutinho, Vukcevic, Veloso, Djaló – queriam sair do clube! Por sua vez os adeptos não queriam entrar, faltando aos jogos! Apesar dos bons resultados – vitória na Supertaça, boa campanha na Liga dos Campeões, luta pelo título – o mal-estar geral era notório, ao ponto de inesperadamente Soares Franco ter dito que não se recandidatava e o treinador ter anunciado a sua saída. Misteriosamente enjoada, a instituição perdia o rumo.
A humilhação dolorosa contra o Bayern, por 12-1, elevou o desequilíbrio interno a um pico febril, incluindo ameaças de morte a jogadores. Mas a infecção, carregada de pus, só rebentou finalmente na final da Taça da Liga. Sentindo o erro do árbitro como um "crime injusto", o lado irracional do leão explodiu como um vulcão. Viu-se de tudo: um jogador agrediu o árbitro e atirou a medalha fora; o treinador e vários jogadores proclamaram o crime de "roubo"; e o presidente Soares Franco, na televisão, assassinou o carácter do árbitro e, num piparote autoritário, decretou-lhe o fim da carreira.
Num golpe digno de novela mexicana, as vítimas tornavam-se agressores, exibindo um descontrolo emocional incompreensível. Com o pretexto de um erro, infelizmente banal no nosso futebol, cavalgaram "a teoria da vítima", justificando com ela actos gravíssimos e antidesportivos.
A "podridão", de que se queixa Paulo Bento, dá pois muito jeito. O clube exorcizou os seus demónios e uniu-se à volta do presidente, que até já admite recandidatar-se. Happy ending? Sim, mas só se esquecermos um delicioso pormenor, que ontem se descobriu: o golo do Sporting é precedido de uma falta sportinguista. E esta, hem? Chamem Freud e Jung, por favor! Neste melodrama irracional, o que parece fazer falta ao Sporting é um psiquiatra, que todos ouça e a todos receite calmantes."
por Domingos Amaral
segunda-feira, 23 de março de 2009
hipocrisias
para que não restem dúvidas, não gosto, ao contrário da maioria de muitos dos que defendem causas azuis (não confundir com monarquia), de vitórias com penalties inventados ou golos ilegais. o penalty convertido por Reyes não foi ilegal. o lance, esse sim, foi mal ajuizado pelo dr. lucílio, especialista em prejudicar o Benfica.
gostava de saber onde andam os arautos da legalidade que nada disseram quando o pedro henriques descobriu uma mão intencional do Miguel Vítor contra o Nacional ou quando o pedro proença viu uma falta para penalty do Yebda sobre o lisandro. é que parece haver dois pesos e duas medidas. quando nos toca a nós, ai ai ai, que é uma roubalheira. quando são os outros, caladinhos que nem um rato para não dar nas vistas.
e mais: sem qualquer hipocrisia, gritei penalty na sequência das imagens em directo da jogada. eu e muitos dos benfiquistas que me lêem. naturalmente que, depois de ter visto as repetições exaustivas da sic, chego facilmente à conclusão de que o sportém foi prejudicado naquele lance e que, como dizia ontem o RAP na sua crónica, se o dr. lucílio, especialista em prejudicar o Benfica, estivesse colocado onde estava o marcador do golo do sportém contra o rio ave nesta mesma taça da liga, talvez tivesse conseguido aferir melhor que não houve mão e, em consequência, razão para o castigo máximo.
mas antes, alguns minutos antes do erro do dr. lucílio, especialista em prejudicar o Benfica, e conhecido pela sua ligação afectiva ao clube que prejudicou no sábado, perdoou uma expulsão ao joão moutinho e outra ao polga.
mas isso não interessa nada. o que interessa é que o Benfica é o único clube português que já ganhou todas as competições nacionais: campeonato, taça, supertaça e taça da liga.
e, apesar desse pequeno consolo, voltámos a jogar pouco, muito pouco. o Nuno Gomes continua a ter falhanços incríveis. o Aimar faz uma ou duas jogadas por desafio. por falar em fio, falta esse mesmo, o fio de jogo que já aparentámos ter no início da época, esfumou-se e nunca mais deu cor de si.
ou muito me engano ou para o ano Quique está de volta a Espanha, Rui Costa será crucificado e tudo irá recomeçar, como estamos, aliás, habituados.
de assinalar a última partida jogada pelo Suazo ao serviço do Benfica. prometeu muito, mas pouco fez. é pena. mas, Cardozo, o homem que surpreendeu tudo e todos com o penalty que marcou, terá a sua oportunidade e podemos ter alguma esperança num final de época menos penoso do que os anteriores.
segunda-feira, 16 de março de 2009
incompetência e incapacidade
mas, este sábado à tarde, verifiquei que é tamanha a incompetência e a incapacidade que pouco mais haverá a dizer. não jogamos à bola. entram 11 jogadores para dentro do campo, é verdade, mas pouco mais do que isso. rasgos individuais, alguns, mas, depois, falta acutilância. não sei se o treinador dá as indicações para jogar tão mal. se não diz, então é, também ele incompetente.
faltam 8 penosos jogos para o final do campeonato. resta a consolação de podermos ganhar qualquer coisa, ainda que seja uma taça amizade.
mas, o campeonato, acabou no sábado. parabéns ao futebol clube do porto, por mais um título.
sábado, 14 de março de 2009
Mao Sete Um
segunda-feira, 9 de março de 2009
nacionalidades e um despertador amigo
na altura, muitos criticaram, eu incluído, mas, agora, e em face do que se vê (ou lê) por Portugal, começo a dar a mão à palmatória.
carlos marreiros, arquitecto, foi um dos que tomou essa opção.
este fim-de-semana, em entrevista à Rádio Macau, disse estar orgulhoso da opção que fez e que não mudou nada na sua maneira de ser, justificando:
"Não deixei de ser benfiquista nem de gostar das coisas de que gosto (...)".
quando muitos dizem que o "porto é uma naçon", o Benfica está bem acima!
esta madrugada fomos à figueira. mais um capítulo do sofrimento comum a quase todos os jogos desta época. já tivemos 9 vitórias pela margem mínima. as casas de apostas começam a pagar menos para quem acerta no resultado 2-1 a favor do Benfica.
sobre o jogo, não ouvi e não vi, apesar de ter programado o despertador para acordar à hora do seu início. não sei se foi da humidade ou "derivado" a qualquer outra razão, mas o estético aparelhómetro deve ter pensado: "este gajo está farto de sofrer, o melhor é deixá-lo dormir e poupá-lo a minutos de angústia".
assim foi. mas o que não me poupou foi à ansiedade de ter acordado às 7:30 com o outro despertador e àqueles longos minutos de agonia que demorei a abrir o computador até ter visto que o nosso Benfica para a semana pode estar em primeiro lugar. o que seria uma forma digna de comemorar a minha segunda visita à Catedral esta época.
sexta-feira, 6 de março de 2009
problemas? solução
dores de cabeça arreliadoras, pedidos de trabalho reduzidos à razão da crise, tempo chuvoso que não deixa ver o sol, sapatos novos que me escavacaram um calcanhar, queda de cabelo que permite ver entradas cada vez que me olho ao espelho, insónias amiúde. dei também por mim a andar e a desconfiar que tenho o pé chato, dores de costas cada vez que me levanto, ah, e problema familiares.
por tudo isso, para a semana vou a Portugal, ver o Benfica guimarães e uma semana depois estarei na final da taça com nome da provavelmente melhor cerveja do mundo.
mas, a razão principal da ida prende-se com todos os problemas que indiquei supra. já marquei com o presidente do fcp uma consulta. acho que ele ajuda a resolver problemas...
sábado, 28 de fevereiro de 2009
é sempre assim, sofrer até ao fim, parte II, em dia de aniversário (GMT +8)
entrámos bem na partida. de tal forma que, em menos de um minuto, já uma batata poderia ter-se anichado no fundo da baliza do gr contrário.pelo meio houve tempo para duas lesões. a primeira, do Amorim, preocupante. a segunda, do rapaz Martins, desesperante. não tinha passado uma mão cheia de minutos desde a última substituição. interessante a imagem de Quique nesse momento: "o que é que tu queres, pá!". "continua aí dentro e sofre". há uns anos atrás, teria ficado nas quatro linhas, a extremo, com uma coxa elástica, a fazer figura de corpo presente e a lutar pela posse da bola. hoje, isso é mais difícil. para não agravar a lesão, dizem.
depois, o sofrimento. muito sofrimento. pior do que perder um jogador por lesão quando não há mais substituições, é sofrer um golo logo a seguir. aconteceu-nos.
o clube contrário, matreiro, bem organizado, começou a criar muito perigo. temeu-se, temi um empate ou até a reviravolta. eis que surge no Benfica a mística! essa senhora que tem aparecido pouco nos palcos, resolveu renascer das cinzas. esta época já acabámos alguns jogos com 10 (lesões, expulsões). em todos eles, não perdemos. é assim que se constrói uma equipa campeã ou que pelo menos aspira a mais do que mais uma época em branco.
o que mais impressiona, para quem vê o jogo à distância, ainda por cima a horas pouco recomendáveis (começou eram 5 da manhã), é perceber que os adeptos que estavam no estádio foram realmente isso: adeptos. a estes juntaram-se outros espalhados pelo Mundo que, com as suas preces, criaram uma força oculta (não confundir com as forças negras do pinócrates) à escala planetária.
se fosse jogador, dedicava esta vitória a todos os que seguem a equipa pelo Mundo fora e, em especial, a um adepto sofredor que há poucos dias aterrou na terra do Mantorras.
finalmente uma palavra para um senhor que até levou gravata encarnada para o relvado: estamos cá para ver a sua postura no jogo da próxima semana.
Parabéns, Benfica! pela vitória, pelo aniversário, pela paixão que me despertas.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
qimonda
se o jogo era difícil, pior ficou com a nomeação do lagarto lucílio, um dos piores árbitros da história, que deve ter nascido com o dito virado para a lua, única explicação (dentro da lei) para se ter mantido na "alta roda" do gamanço estes anos todos.
contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que o Benfica conseguiu ganhar fora com o Lucílio a arbitrar.
o Aimar voltou a lesionar-se. pena. mas pode abrir espaço para a entrada de Cardozo que poderá fazer dupla com Nuno Gomes.
é obrigatório ganhar para ainda acalentar esperanças numa conquista este ano.
ontem, ali num estádio que fica a meio caminho entre o aeroporto e a Catedral, houve uma hecatombe. ninguém mandou o ministro piño picar o governo bávaro!
não gosto que o sportém perca na europa. mas no fundo, e depois de resultados desastrosos que temos tido, pensar que levaram 5 secos do barcelona, ainda que com boa réplica, e 5 secos dos cervejeiros, sempre dá para baixarem a garimpa. estranho é que os jornaleiros não peçam já a cabeça o pálbente...
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
da vid(a) luiz
falta um defesa-esquerdo.
faltou estofo de campeão.
falta um treinador menos científico.
faltou estofo de campeão.
falta jogar muito campeonato.
faltou estofo de campeão.
falta indiscutível sobre o aimar não assinalada.
faltou estou de campeão.
falta ganhar ao leixões na próxima jornada e esperar um empate no outro jogo.
faltou estofo de campeão.
falta que o porto perca no estádio do mar na jornada seguinte e que o Benfica consiga os 3 pontos no jogo que tem de disputar.
faltou estofo de campeão.
falta vocabulário para descrever a tristeza que senti esta madrugada.
faltou estofo de campeão.
falta qualquer coisa quando o nosso Benfica perde e falta ainda mais quando perde contra o seu grande rival.
mas não me canso de dizer: faltou estofo de campeão.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
conta-me como foi
vejamos:
ainda se verificava o nulo na segunda parte, quando é interrompida a emissão desde a Catedral e, depois de um anúncio pomposo da apresentadora, começa, de forma inexplicável, a novela radiofónica adaptada da versão televisiva "conta-me como foi"... gosto muito da série, mas que raio! não há possibilidade de programar a coisa para que os emigrantes possam ouvir o relato até ao fim???
o que me valeu foi já estar a ver a transmissão via justintv ao mesmo tempo que o carlos dolbeth, do rádio clube português, passou a fazer-me companhia. ao contrário do que costuma acontecer, desta vez as imagens do jogo chegavam antes das radiofónicas.
e o que vi na justintv? o Benfica a voltar às fracas exibições. sem fio de jogo. sem capacidade de explosão. sem qualquer vontade de agarrar as rédeas do jogo e ser convincente, arrumando de vez a questão. não percebo como é que aquele rapaz que foi fumado, digo, formado no sportém entra de início. também não percebo a razão de Quique para insistir em pôr o Rúben Amorim a extremo ou médio interior direito ou médio ala, ainda para mais quando o lateral direito era o rapaz David. Rúben notabilizou-se no centro e é no centro que tem de jogar. vide o golão que marcou quando, depois de ter derivado para o miolo (ehehehe!), foi à esquerda fazer miséria.
discussões tácticas à parte, consegui perceber que a chave do jogo esteve na entrada de Di Maria. este, certamente assolado por um sentimento de inveja pela batata que o Amorim espetou, dispara um tiro, uma bomba!, para o fundo das redes do cássio. que golão!
Di Maria entrou bem na partida e começa a fazer , melhor, a poder fazer a diferença. mas o Benfica continua a ser demasiado permissivo. os dois golos do paços surgem de excesso de confiança. e valeu-nos o poste abençoado da baliza do Moreira que evitou um mal maior, o empate, no canto do cisne pacense. não percebo como é que o treinador do paços e dos paços desta liga com nome de cerveja, tem a lata de dizer que sua equipa foi permissiva. permissivo foi o Benfica que deixou à vontade os jogadores que equiparam de amarelo no jogo de ontem nos dois golos...
para a semana temos um jogo muito difícil. o sportém ainda tem uma palavra a dizer na questão do título e vai ser um osso duro de roer. se ganharmos, somaremos mais 3 pontos e com os nossos mais directos rivais a encontrarem-se na semana a seguir, podemos dar um passo de gigante para a vitória na liga. mas precisamos de demonstrar mais vontade, garra e concentração para que sejamos uns sérios candidatos ao título.
gostei muito do Aimar e do Cardozo. o primeiro a subir de forma, o segundo a quebrar o enguiço.
não gostei do rapaz formado no sportém e de um que foi formado no Benfica e que até marcou um bom golo ao paços na primeira volta...
nota final para umas trocas de sms com alguém que estava na Catedral da qual saliento uma recebida logo a seguir ao, parafraseando o pôncio que até nem é mau rapaz, 2 e 1 do paços:
"é sempre assim, sofrer até ao fim!".
domingo, 15 de fevereiro de 2009
RAP, igual a si próprio (in a bola, 15-2-09)
RECEBI inúmeras mensagens de gente genuinamente impressionada por eu ter previsto aqui, na véspera do Porto-Benfica, que a arbitragem de Pedro Proença seria o que veio a ser. Eu gosto muito de impressionar pessoas, mas devo confessar que, neste caso, não tenho qualquer mérito. O que se passou no Estádio do Dragão é exactamente o que se passa todos os anos. É como prever que este ano vai haver Natal em Dezembro. Não tem dificuldade nenhuma. De facto, assistir ao Porto-Benfica é ver o mesmo filme todos os anos. Há alturas do ano em que a televisão transmite sempre os mesmos filmes: é a Música no Coração no Natal, o Ben Hur na Páscoa e o Porto-Benfica a meio da época: já toda a gente sabe como é que aquilo acaba. A única coisa que vai mudando são os protagonistas. Este ano, Yebda desempenhou um papel que já foi de Kandaurov, Amaral, João Pinto, Éder e muitos outros. Não se pode dizer que seja um papel difícil de desempenhar. Na maior parte das vezes, basta estar quieto. Não é preciso fazer mesmo nada.
Na véspera do jogo, Pedro Proença disse que pretendia dignificar a arbitragem portuguesa - e fê-lo. Se tivesse dito apenas que queria dignificar a arbitragem, teria falhado. O que ele fez não tem nada a ver com arbitragem. Mas a arbitragem portuguesa é exactamente aquilo.
Quando se comete um crime, convém que haja o menor número de testemunhas possível. Talvez por isso, a organização do Porto-Benfica retardou ao máximo a entrada no estádio dos adeptos do Benfica. Alguns chegaram horas antes do jogo e só conseguiram entrar ao intervalo. O Porto disse que a responsabilidade era da polícia, mas o director nacional da PSP culpou o Porto por não ter disponibilizado assistentes de recintos desportivos suficientes. É óbvio que este director nacional da polícia não tem irmãos futebolistas. Eu ainda me lembro daquela escuta telefónica em que Pinto da Costa manifesta intenção de contratar o irmão de um comissário de polícia de Gaia para o colocar a rodar num clube dos escalões inferiores porque agente de autoridade daquela categoria «dá sempre jeito». Um director nacional dá mais jeito ainda, mas este, se calhar, só tem irmãs, e o Porto não deve ter futebol feminino.
Alguns benfiquistas manifestam alguma perplexidade sempre que eu me refiro ao estádio do Porto com o nome que lhe foi dado pelo clube nortenho: Estádio do Dragão. Dizem que eu não devia ceder à designação oficial, que não é merecedora da nossa aprovação. Discordo. Quanto mais gente chamar aquele recinto pelo nome, melhor. É muito apropriado ao sítio, na medida em que o dragão é como a maioria das grandes penalidades assinaladas a favor do Porto ali: na realidade, não existe. Mais: é importante não esquecer que S. Jorge matou um dragão. Trata-se de um indivíduo que era santo, notem. E, mesmo assim, o animal deu-lhe cabo da paciência a ponto de levar o homem a matá-lo. É capaz de ser exactamente por isso que o beatificaram, aliás."
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
pass(ç)os firmes
este ano jogámos à Benfica, ou parecido com isso, contra o sportém em casa, contra o nápoles, também na Catedral e a semana passada, a espaços, contra o rival.
estamos a um passo de poder somar mais 3 pontos. e não é com os grandes que se ganham campeonatos com nome da cerveja mais bebida em Portugal no mês de novembro, é com o paços e com equipas de menor nomeada - diferente de melhor qualidade - que se amealham pontos para que o ceptro de campeões seja levantado no final da época desportiva.
carrega Benfica!
ndr - acho que nunca tinha escrito uma posta com tantas frases feitas e expressões futebolísticas...


