segunda-feira, 9 de março de 2009

nacionalidades e um despertador amigo

aqui há um par de anos (ou talvez menos), alguns dos destacados membros da comunidade macaense de Macau, optaram pela nacionalidade chinesa.
na altura, muitos criticaram, eu incluído, mas, agora, e em face do que se vê (ou lê) por Portugal, começo a dar a mão à palmatória.
carlos marreiros, arquitecto, foi um dos que tomou essa opção.
este fim-de-semana, em entrevista à Rádio Macau, disse estar orgulhoso da opção que fez e que não mudou nada na sua maneira de ser, justificando:
"Não deixei de ser benfiquista nem de gostar das coisas de que gosto (...)".
quando muitos dizem que o "porto é uma naçon", o Benfica está bem acima!

esta madrugada fomos à figueira. mais um capítulo do sofrimento comum a quase todos os jogos desta época. já tivemos 9 vitórias pela margem mínima. as casas de apostas começam a pagar menos para quem acerta no resultado 2-1 a favor do Benfica.
sobre o jogo, não ouvi e não vi, apesar de ter programado o despertador para acordar à hora do seu início. não sei se foi da humidade ou "derivado" a qualquer outra razão, mas o estético aparelhómetro deve ter pensado: "este gajo está farto de sofrer, o melhor é deixá-lo dormir e poupá-lo a minutos de angústia".
assim foi. mas o que não me poupou foi à ansiedade de ter acordado às 7:30 com o outro despertador e àqueles longos minutos de agonia que demorei a abrir o computador até ter visto que o nosso Benfica para a semana pode estar em primeiro lugar. o que seria uma forma digna de comemorar a minha segunda visita à Catedral esta época.

sexta-feira, 6 de março de 2009

problemas? solução

tenho andado a sentir-me mal.
dores de cabeça arreliadoras, pedidos de trabalho reduzidos à razão da crise, tempo chuvoso que não deixa ver o sol, sapatos novos que me escavacaram um calcanhar, queda de cabelo que permite ver entradas cada vez que me olho ao espelho, insónias amiúde. dei também por mim a andar e a desconfiar que tenho o pé chato, dores de costas cada vez que me levanto, ah, e problema familiares.
por tudo isso, para a semana vou a Portugal, ver o Benfica guimarães e uma semana depois estarei na final da taça com nome da provavelmente melhor cerveja do mundo.
mas, a razão principal da ida prende-se com todos os problemas que indiquei supra. já marquei com o presidente do fcp uma consulta. acho que ele ajuda a resolver problemas...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

é sempre assim, sofrer até ao fim, parte II, em dia de aniversário (GMT +8)

entrámos bem na partida. de tal forma que, em menos de um minuto, já uma batata poderia ter-se anichado no fundo da baliza do gr contrário.
chegámos ao golo (bom desvio do elvis!) quando o caudal ofensivo era de facto, "à Benfica". depois, Nuno, o Capitão disse com a cabeça: sim, podem contar comigo.
pelo meio houve tempo para duas lesões. a primeira, do Amorim, preocupante. a segunda, do rapaz Martins, desesperante. não tinha passado uma mão cheia de minutos desde a última substituição. interessante a imagem de Quique nesse momento: "o que é que tu queres, pá!". "continua aí dentro e sofre". há uns anos atrás, teria ficado nas quatro linhas, a extremo, com uma coxa elástica, a fazer figura de corpo presente e a lutar pela posse da bola. hoje, isso é mais difícil. para não agravar a lesão, dizem.
depois, o sofrimento. muito sofrimento. pior do que perder um jogador por lesão quando não há mais substituições, é sofrer um golo logo a seguir. aconteceu-nos.
o clube contrário, matreiro, bem organizado, começou a criar muito perigo. temeu-se, temi um empate ou até a reviravolta. eis que surge no Benfica a mística! essa senhora que tem aparecido pouco nos palcos, resolveu renascer das cinzas. esta época já acabámos alguns jogos com 10 (lesões, expulsões). em todos eles, não perdemos. é assim que se constrói uma equipa campeã ou que pelo menos aspira a mais do que mais uma época em branco.
o que mais impressiona, para quem vê o jogo à distância, ainda por cima a horas pouco recomendáveis (começou eram 5 da manhã), é perceber que os adeptos que estavam no estádio foram realmente isso: adeptos. a estes juntaram-se outros espalhados pelo Mundo que, com as suas preces, criaram uma força oculta (não confundir com as forças negras do pinócrates) à escala planetária.
se fosse jogador, dedicava esta vitória a todos os que seguem a equipa pelo Mundo fora e, em especial, a um adepto sofredor que há poucos dias aterrou na terra do Mantorras.
finalmente uma palavra para um senhor que até levou gravata encarnada para o relvado: estamos cá para ver a sua postura no jogo da próxima semana.
Parabéns, Benfica! pela vitória, pelo aniversário, pela paixão que me despertas.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

qimonda

na madrugada de sábado vamos ter um teste dificílimo contra uma das melhores equipas do campeonato que, este ano, já ganhou na alvaláxia e nas antas, digo dragão.
se o jogo era difícil, pior ficou com a nomeação do lagarto lucílio, um dos piores árbitros da história, que deve ter nascido com o dito virado para a lua, única explicação (dentro da lei) para se ter mantido na "alta roda" do gamanço estes anos todos.
contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que o Benfica conseguiu ganhar fora com o Lucílio a arbitrar.
o Aimar voltou a lesionar-se. pena. mas pode abrir espaço para a entrada de Cardozo que poderá fazer dupla com Nuno Gomes.
é obrigatório ganhar para ainda acalentar esperanças numa conquista este ano.
ontem, ali num estádio que fica a meio caminho entre o aeroporto e a Catedral, houve uma hecatombe. ninguém mandou o ministro piño picar o governo bávaro!
não gosto que o sportém perca na europa. mas no fundo, e depois de resultados desastrosos que temos tido, pensar que levaram 5 secos do barcelona, ainda que com boa réplica, e 5 secos dos cervejeiros, sempre dá para baixarem a garimpa. estranho é que os jornaleiros não peçam já a cabeça o pálbente...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

da vid(a) luiz

faltou estofo de campeão.
falta um defesa-esquerdo.
faltou estofo de campeão.
falta um treinador menos científico.
faltou estofo de campeão.
falta jogar muito campeonato.
faltou estofo de campeão.
falta indiscutível sobre o aimar não assinalada.
faltou estou de campeão.
falta ganhar ao leixões na próxima jornada e esperar um empate no outro jogo.
faltou estofo de campeão.
falta que o porto perca no estádio do mar na jornada seguinte e que o Benfica consiga os 3 pontos no jogo que tem de disputar.
faltou estofo de campeão.
falta vocabulário para descrever a tristeza que senti esta madrugada.
faltou estofo de campeão.
falta qualquer coisa quando o nosso Benfica perde e falta ainda mais quando perde contra o seu grande rival.
mas não me canso de dizer: faltou estofo de campeão.
...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

conta-me como foi

é de facto extraordinário como uma sociedade com capitais públicos, a rtp (rádio e televisão de portugal, s.a.), pode desrespeitar aqueles que, madrugada fora, se mantêm acordados para ouvir o relato do clube do coração e não têm outra opção que não seja ouvir a antena 1.
vejamos:
ainda se verificava o nulo na segunda parte, quando é interrompida a emissão desde a Catedral e, depois de um anúncio pomposo da apresentadora, começa, de forma inexplicável, a novela radiofónica adaptada da versão televisiva "conta-me como foi"... gosto muito da série, mas que raio! não há possibilidade de programar a coisa para que os emigrantes possam ouvir o relato até ao fim???
o que me valeu foi já estar a ver a transmissão via justintv ao mesmo tempo que o carlos dolbeth, do rádio clube português, passou a fazer-me companhia. ao contrário do que costuma acontecer, desta vez as imagens do jogo chegavam antes das radiofónicas.
e o que vi na justintv? o Benfica a voltar às fracas exibições. sem fio de jogo. sem capacidade de explosão. sem qualquer vontade de agarrar as rédeas do jogo e ser convincente, arrumando de vez a questão. não percebo como é que aquele rapaz que foi fumado, digo, formado no sportém entra de início. também não percebo a razão de Quique para insistir em pôr o Rúben Amorim a extremo ou médio interior direito ou médio ala, ainda para mais quando o lateral direito era o rapaz David. Rúben notabilizou-se no centro e é no centro que tem de jogar. vide o golão que marcou quando, depois de ter derivado para o miolo (ehehehe!), foi à esquerda fazer miséria.
discussões tácticas à parte, consegui perceber que a chave do jogo esteve na entrada de Di Maria. este, certamente assolado por um sentimento de inveja pela batata que o Amorim espetou, dispara um tiro, uma bomba!, para o fundo das redes do cássio. que golão!
Di Maria entrou bem na partida e começa a fazer , melhor, a poder fazer a diferença. mas o Benfica continua a ser demasiado permissivo. os dois golos do paços surgem de excesso de confiança. e valeu-nos o poste abençoado da baliza do Moreira que evitou um mal maior, o empate, no canto do cisne pacense. não percebo como é que o treinador do paços e dos paços desta liga com nome de cerveja, tem a lata de dizer que sua equipa foi permissiva. permissivo foi o Benfica que deixou à vontade os jogadores que equiparam de amarelo no jogo de ontem nos dois golos...
para a semana temos um jogo muito difícil. o sportém ainda tem uma palavra a dizer na questão do título e vai ser um osso duro de roer. se ganharmos, somaremos mais 3 pontos e com os nossos mais directos rivais a encontrarem-se na semana a seguir, podemos dar um passo de gigante para a vitória na liga. mas precisamos de demonstrar mais vontade, garra e concentração para que sejamos uns sérios candidatos ao título.
gostei muito do Aimar e do Cardozo. o primeiro a subir de forma, o segundo a quebrar o enguiço.
não gostei do rapaz formado no sportém e de um que foi formado no Benfica e que até marcou um bom golo ao paços na primeira volta...
nota final para umas trocas de sms com alguém que estava na Catedral da qual saliento uma recebida logo a seguir ao, parafraseando o pôncio que até nem é mau rapaz, 2 e 1 do paços:
"é sempre assim, sofrer até ao fim!".

domingo, 15 de fevereiro de 2009

RAP, igual a si próprio (in a bola, 15-2-09)

"Pedro Proença dignificou a arbitragem portuguesa

RECEBI inúmeras mensagens de gente genuinamente impressionada por eu ter previsto aqui, na véspera do Porto-Benfica, que a arbitragem de Pedro Proença seria o que veio a ser. Eu gosto muito de impressionar pessoas, mas devo confessar que, neste caso, não tenho qualquer mérito. O que se passou no Estádio do Dragão é exactamente o que se passa todos os anos. É como prever que este ano vai haver Natal em Dezembro. Não tem dificuldade nenhuma. De facto, assistir ao Porto-Benfica é ver o mesmo filme todos os anos. Há alturas do ano em que a televisão transmite sempre os mesmos filmes: é a Música no Coração no Natal, o Ben Hur na Páscoa e o Porto-Benfica a meio da época: já toda a gente sabe como é que aquilo acaba. A única coisa que vai mudando são os protagonistas. Este ano, Yebda desempenhou um papel que já foi de Kandaurov, Amaral, João Pinto, Éder e muitos outros. Não se pode dizer que seja um papel difícil de desempenhar. Na maior parte das vezes, basta estar quieto. Não é preciso fazer mesmo nada.

Na véspera do jogo, Pedro Proença disse que pretendia dignificar a arbitragem portuguesa - e fê-lo. Se tivesse dito apenas que queria dignificar a arbitragem, teria falhado. O que ele fez não tem nada a ver com arbitragem. Mas a arbitragem portuguesa é exactamente aquilo.

Quando se comete um crime, convém que haja o menor número de testemunhas possível. Talvez por isso, a organização do Porto-Benfica retardou ao máximo a entrada no estádio dos adeptos do Benfica. Alguns chegaram horas antes do jogo e só conseguiram entrar ao intervalo. O Porto disse que a responsabilidade era da polícia, mas o director nacional da PSP culpou o Porto por não ter disponibilizado assistentes de recintos desportivos suficientes. É óbvio que este director nacional da polícia não tem irmãos futebolistas. Eu ainda me lembro daquela escuta telefónica em que Pinto da Costa manifesta intenção de contratar o irmão de um comissário de polícia de Gaia para o colocar a rodar num clube dos escalões inferiores porque agente de autoridade daquela categoria «dá sempre jeito». Um director nacional dá mais jeito ainda, mas este, se calhar, só tem irmãs, e o Porto não deve ter futebol feminino.

Alguns benfiquistas manifestam alguma perplexidade sempre que eu me refiro ao estádio do Porto com o nome que lhe foi dado pelo clube nortenho: Estádio do Dragão. Dizem que eu não devia ceder à designação oficial, que não é merecedora da nossa aprovação. Discordo. Quanto mais gente chamar aquele recinto pelo nome, melhor. É muito apropriado ao sítio, na medida em que o dragão é como a maioria das grandes penalidades assinaladas a favor do Porto ali: na realidade, não existe. Mais: é importante não esquecer que S. Jorge matou um dragão. Trata-se de um indivíduo que era santo, notem. E, mesmo assim, o animal deu-lhe cabo da paciência a ponto de levar o homem a matá-lo. É capaz de ser exactamente por isso que o beatificaram, aliás."

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

pass(ç)os firmes

refeito (e não recuperado) das maleitas emocionais que me apoquentaram por mor de um castigo máximo mal assinalado - no relatório o senhor do gel diz que houve uma rasteira do Yebda ao xô lopes !!-, eis que se aproxima a peleja mais importante da época. domingo (madrugada de segunda aqui na terra dos casinos) jogamos uma cartada importante contra o paços. importa demonstrar que a exibição das antas, digo, do dragão, não é fruto do acaso (ou do ocaso do fcp) mas sim um sinal de que, finalmente, estamos a evoluir ao nível (eheheeheheh! gosto muito desta palavra) exibicional, dos automatismos (mais um ehehehehe!) e do fio de jogo, essas peças importantes na feitura de uma equipa campeã. para tal, temos de marcar cedo, entrar de rompante, ao bom estilo do meu antigo mestre de equitação, rompe!, rompe!, esmagar o adversário nos primeiros 30 minutos. numa palavra (ou em duas ou três): jogar à Benfica.
este ano jogámos à Benfica, ou parecido com isso, contra o sportém em casa, contra o nápoles, também na Catedral e a semana passada, a espaços, contra o rival.
estamos a um passo de poder somar mais 3 pontos. e não é com os grandes que se ganham campeonatos com nome da cerveja mais bebida em Portugal no mês de novembro, é com o paços e com equipas de menor nomeada - diferente de melhor qualidade - que se amealham pontos para que o ceptro de campeões seja levantado no final da época desportiva.
carrega Benfica!

ndr - acho que nunca tinha escrito uma posta com tantas frases feitas e expressões futebolísticas...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

o Benfiquismo de lucho (Leonor Pinhão, n' a bola)

Contra a corrente
Por não se ter atirado para o
chão, Lucho é mais benfiquista
do que Pedro Proença

Fucile foi o melhor jogador do FC Porto no clássico de domingo passado. Intensamente bravo no corredor direito e lúcido o tempo todo, mesmo quando a sua equipa mais parecia uma manta de fiapos, tantos eram os buracos por onde fluía o bonito futebol da equipa adversária, o Benfica. Tão bonito e tão fluentemente descontraído que metia em respeito os aficionados do local, mantidos em consternado silêncio durante a maior parte do jogo.

Fucile, um brioso oponente, merece o respeito dos benfiquistas. Até porque continuou a ser bravo e lúcido no dia a seguir, ou seja, na segunda-feira.

Talvez por ser uruguaio, apenas um estrangeiro de passagem pelo nosso país, despreocupado com o futuro e sem ambições de se estabelecer de pantufas terminada a carreira, Fucile disse aos jornalistas em sete corajosas palavras aquilo que toda a gente sabe mas não apetece dizer, não se vá estragar o conveniente suspense de que se alimenta, à custa dos incautos, a indústria da bola.

Pois disse Fucile:

— É muito difícil tirarem-nos do primeiro lugar!

Impecável, amigo Fucile. Não só é muito difícil como é, na verdade, impossível. Completamente impossível. Cientificamente impossível. É evidente que só um estrangeiro se pode dar ao luxo destes atrevimentos de análise e de rigor.

Um estrangeiro a qualquer momento mete-se num avião e ei-lo que vai fazer pela vida noutras paragens, longe da ameaça de, por exemplo, ter de subsistir como comentador atento, venerando e obrigado, às ocorrências do futebol português.

Em tempos recentes, um outro estrangeiro, ciente da impunidade de não viver cá, atreveu-se ao mesmo de Fucile. Disse praticamente a mesma coisa ainda que por outras palavras. Trata-se de Sir AlexFerguson — logo um Sir!

Quando lhe coube defrontar o FC Porto na Liga dos Campeões, acossado pela imprensa britânica com o número impressionante de títulos conquistados internamente pelo adversário «from Oporto», o treinador do Manchester United respondeu assim:

— Não fico muito impressionado porque o FC Porto, em Portugal, ganha títulos como quem vai às compras ao supermercado.

De Fucile a Alex Ferguson, ou vice-versa, nada muda. É gente que sabe o que é um grande supermercado e está tudo dito.

No domingo, Yebda foi o homem do jogo. Esteve no golo do Benfica e não-esteve no penalty oferecido por Pedro Proença ao FC Porto que permitiu a manutenção da distinta liderança dos campeões nacionais na corrente edição da prova. Nunca é demais repetir a razão de Fucile quando disse: «É muito difícil tirarem-nos do primeiro lugar.»

Pedro Proença não devia apitar jogos do Benfica. De todos os árbitros em missão pelos campos da Superliga, Pedro Proença é o único que professou em voz alta a sua fé clubista. É do Benfica desde pequenino.

Os outros árbitros não têm clube, como se sabe. Foram parar ao futebol por acaso. Há três árbitros que são adeptos de corridas de camiões, há dois que só se interessam por bridge, há quatro doidos por esqui alpino, outros três são fanáticos do florete e os demais, francamente, só vibram com o pólo aquático e na condição de a piscina estar aquecida.

Pedro Proença não é nenhum destes. É do Benfica, é do futebol. É cá dos nossos.

E sempre que aquece a discussão do titulo da bola, lá é nomeado Pedro Proença para dirigir jogos do clube do seu coração prestando-se ao papel de exemplo vivo da hombridade da classe, cujo lema é «Isenção Até Mais Não!»

Que jeito dá a esta geração de árbitros e de dirigentes da arbitragem ter um Pedro Proença à mão de semear.

Ah, mas atenção! Em termos de benfiquismo, Pedro Proença teve no domingo um grande e inesperado rival. Até excessivo, convenhamos, no seu benfiquismo, de tal modo que ia estragando tudo, o sacaninha. O próprio Pedro Proença, segundo garantem os jornais, sentiu-se ultrapassado em fervor clubista e não resistiu ao já tão publicitado desabafo:

— Sinto uma enorme frustração! — disse no final do jogo.

Vamos, então, tentar perceber o que levou o grande benfiquista Pedro Proença a sentir «uma enorme frustração». Trata-se de uma revelação brutal.

Trata-se

de LuchoGonzalez! aaaaaaaaaaaaaaa Lucho Gonzalez, afinal, é mil vezes mais benfiquista do que Pedro Proença. Lembram-se daquele lance aos 19 minutos? Lucho protagonizou uma atitude que tem vindo a ser criticada ferozmente por comentadores, analista e todos os defensores do fair-play e da verdade desportiva.

Toda esta gente confiava plenamente no benfiquismo ajuizado de Pedro Proença. Mas ninguém contava com o benfiquismo doentio de Lucho Gonzalez. Recordando: na área do Benfica, numa discussão física com Reyes pela posse da bola, Lucho levou a pior e Reyes levou a melhor. O escândalo foi de cortar a respiração. Lucho não se atirou para o chão, não simulou ter sofrido a falta que não sofreu, de modo a que, garantidamente, Pedro Proença apitasse para a marca de grande penalidade.

Lucho não se atirou para o chão como era suposto! — foi este o momento decisivo, a chave do jogo.

Pedro Proença foi dos mais perplexos.

— Então, não cais? — perguntou o árbitro ao argentino.

— Não.

— Mas não cais, porquê? — insistiu o árbitro.

— Porque sou mais benfiquista do que tu — respondeu-lhe Lucho.

— Ai isso é que não és. Pergunta ao Vítor Pereira!

— Sou sim, senhor!

Entretanto a jogada continuou e acabou-se a conversa entre os dois. De facto, com lances destes, nunca mais há credibilidade no futebol português.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

farsa

por causa de jogos como o de ontem, é que gosto de bola. quando menos esperavamos, eis que o Grande, o Glorioso, o Enorme, o Maior, arranca uma boa exibição no estádio do dragão. foi pena o gamanço à antiga portuense. quando Yebda espetou a batata, as casas Benfiquistas espalhadas pelo mundo estremeceram. creio que há muito que não se festejava um golo desta forma. quais balarinas, os Benfiquistas verdadeiros, saltaram e pularam de alegria. gostava - penso que gostaríamos todos - de saber a razão de não jogarmos assim tão bem nos outros jogos. Aimar (finalmente) fez uma grande exibição. Luisão um jogador do camandro. Reyes não esteve tão bem.
depois veio um senhor que foi lambido por uma vaca, de quem até se diz ter sido sócio do Benfica e, qual génio da lâmpada, proençou-nos um penalty! é pena que a farsa continue e que os erros proençados sejam sempre a favor dos mesmos. e vão 17 jogos. desses, em 9, fomos gamados.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

do homem da regisconta à goleada do trap

sou daqueles (talvez o único) que defende que uma vitória com golo de Pedro Manuel Torres (Mantorras) a poucos minutos do fim deveria valer 6 pontos.
contas feitas, estaria agora o Benfica com 2 pontos de avanço sobre o rival deste fim-de-semana. na verdade, dando de barato os pontos que já nos roubaram este ano, com tantos erros contra os clubes que jogam contra ele - o rival - seria merecido e justo, apesar de, ainda assim, pecar por defeito.
por defeito têm sido também as nossas exibições. gostava que o Benfica deste ano fosse como apregoava o homem da regisconta, aquela máquina. está visto que tal não será possível. resta-nos esperar que seja um ano à Trap, para quem uma vitória por 1-0 era (é) uma goleada. aliás, vitórias por 1-0 e golos decisivos do senhor Mantorras, significam, normalmente, nesta década de 10 do século xxi, título no final da temporada.
naturalmente que o resultado mais provável para a próxima jornada é a vitória dos nossos rivais. mas, pode ser que as probabilidades mudem. é difícil e, muito sinceramente, de forma racional, não prevejo que a diferença de pontos seja de dois a nosso favor, no final da peleja.
felizmente, o futebol tem pouco de racional. é paixão, irracionalidade e crer, misturados com talento, técnica e garra, tudo condimentado com uma pitada de sorte. ingredientes que nos fizeram o clube que somos. daí, e acreditando nas palavras do Quique no final da partida de ontem, só peço um Benfica competitivo e que deixe a pele em campo.
lembrando a rábula do professor marcelo, protagonizada pelo RAP:
"é difícil ganhar?
é.
mas pode acontecer?
pode.
improvável?
sim.
impossível?
não."

sábado, 24 de janeiro de 2009

fraco Benfica

quando ainda estamos em primeiro lugar, e ainda sonhamos com a possibilidade de ganhar no final - é de sonho que se trata - uma palavra para o que se passou ontem: fraqueza.
somos fracos e pouco consistentes para poder manter uma regularidade exibicional de qualidade. 8 vitórias, 6 empates e uma derrota, demonstram bem que, se é verdade que não perdemos muito, também não ganhamos por aí além.
o jogo do restelo é (era) um jogo em que podemos (íamos) empatar. não podemos é empatar em casa com o nacional (verdade que com dedo, ou mão, de um tal de henriques) nem com o setúbal (dedo de um tal que não me lembro do nome). e são esses dois jogos, que nos fazem estar em vias de perder a liderança.
apesar de dos fracos não rezar a história, o Benfica deste ano, apesar de todas as vedetas com que se apresentou no início, está a praticar mau futebol e com pouca eficácia ofensiva. já é tempo de pôr o Cardozo a jogar. quanto ao que disse o espanhol que nos treina sobre o andaluz que enverga a camisola 6 - e que é aproveitado para capa do pasquim record - esperemos que sirva para espicaçar o menino andaluz que já demonstrou este ano ser um bom reforço e que não sirva para o encostar até ao final do ano.
uma outra palavra, final, para o Quique: será que não tinha sido mais prudente tirar o Di Maria em vez do Rúben?
para a semana recebemos o rio ave em casa,já a saber os resultados deste fim-de-semana. até pode ser que estejamos em terceiro na sexta-feira. mas, como normalmente o porto faz sempre pior do que nós na jornada a seguir àquela em que perdemos pontos (veja-se leixões e, porque não, trofense), também pode ser que dê para chegarmos na condição de líder ao estádio das antas, perdão, do dragão na jornada imediatamente a seguir.
até lá, um feliz ano do búfalo e que os votos para o ano de 2009 aqui deixados se renovem e dobrem. seria bom, no ano do búfalo, comemorar o título de campeão.

ps i - fala-se que o fcp, equipa com uma organização elogiada diariamente de há anos a esta parte, pode ter infringido o regulamento da taça da liga. se fosse o Benfica, já tinha caído o Carmo e a Trindade nos pasquins da terra.

ps ii - rui moreira, comerciante, e futuro presidente do futebol clube do porto, veio insurgir-se contra a taça da liga, defendendo que o porto não deveria participar. rui moreira que irá fazer equipa com o vítor baía, décimo oitavo guardião da história para aquela entidade que está sempre a dizer que o sportém é a melhor equipa portuguesa, na direcção do fcp, revela-se, desde já, aquilo que irá, certamente, provocar em todos nós, benfiquistas: saudades do actual presidente (suspenso e arguido)...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

máfia



um tal de antónio salvador diz que foi a itália e que lhe disseram que a máfia se tinha mudado para Portugal.
não sei quem é que vê a liga sagres em itália. no entanto, depois de ver as nomeações para os jogos deste fim-de-semana, estou em crer que, se calhar, o tal do sr. salvador (ou o seu amigo transalpino) é capaz de ter razão...

braga-porto - paulo costa;
belenenses-Benfica - elmano santos;
nacional-sportém - artur soares dias.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Deus na Catedral

amanhã vai ser daqueles dias em que tenho pena por não poder estar na Catedral.
o meu Deus do futebol vai lá estar.

solidariedade

apesar de vir no record, que adoptou o tão badalado acordo ortográfico - confesso que me custa ler português escrito desta forma - diz respeito a uma boa causa e ainda por cima ao Benfica e à sua casa de Abrantes:
"A Casa do Benfica de Abrantes vai organizar, no próximo dia 18 de Janeiro, na Quinta das Telheiras, um almoço de solidariedade inserido na campanha “Vamos todos ajudar o Guilherme”, um menino a quem foi detetado um tumor na cabeça.
A criança já foi operada mas ainda necessita de ajuda para resolver o problema. As inscrições para o repasto podem ser efetuadas no local ou através do 241377026."

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

statlerado ou waldorfado?

depois do único caminho para a felicidade, não ver, não ouvir e não dizer nada, que me atingiu com a derrota da semana passada, esta semana, mesmo com duas vitórias seguidas, estou com um sentimento igual ao de um velho dos marretas.
não sei se waldorf ou statler.
o que sei é que o Benfica actual fica a léguas daquele dominador, que dava espectáculo, que echia os estádios de alegria e que era realmente o melhor clube a praticar futebol em Portugal e um dos melhores da velha europa.
daquele Benfica que há quase 25 anos passou a contar com o que vos escreve nas suas fileiras (gosto muito da palavra "fileiras") associativas, porque de sentimento já contava com ele desde sempre.
na verdade, o Benfica de hoje não joga uma carica. mas, como me dizia hoje ao almoço um conhecido e fervoroso adepto e sócio aqui da terra, proprietário de um famoso restaurante: eu quero lá saber se foi fora-de-jogo ou não. eu quero é que o Benfica ganhe!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

caminho para a felicidade

sobre o que se passou ontem (esta madrugada aqui na terra):

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

desejos natalícios e 9 votos para 2009

em primeiro lugar (no campeonato), desejo um feliz natal a todos os leitores, comentadores, coladoradores, amigos e amigas - Benfiquistas e não só - que fazem o favor de ler este blogue nos mais variados cantos:
suiça
r.a.e. macau
r.a.e. hong kong
china
hong kong
marrocos
reino unido
guam
portugal
estados unidos
canadá
brasil
espanha
frança
bélgica...

depois, e porque será a minha última posta de 2008, os votos de que 2009 seja um ano em grande!
agora os meus 9 desejos, com pendor mais clubístico, arbitrariamente ordenados, para 2009:
1. um estádio cheio em todos os jogos que faltam até ao final do campeonato - é sinal de que estamos no bom caminho;
2. um defesa-direito e um médio ofensivo que faça as vezes do Aimar;
3. que os árbitros não nos beneficiem, mas que também não nos vilipendiem como aconteceu ontem e em vários jogos esta época;
4. que o Quim recupere e que volte a ser decisivo;
5. que o Quique se mantenha até ao final do campeonato;
6. que o campeonato seja conquistado antes da última jornada. pela amostra, teremos dificuldades em contornar os obstáculos (roubos?) colocados pelas arbitragens;
7. que o Suazo seja mais vezes decisivo;
8. que o Yebda volte a ser o jogador que já foi e que o Reyes recupere depressa;
9 . que todos os desejos acima se concretizem mas, se nenhum deles for possível, que o Sport Lisboa e Benfica seja campeão.

com saudações gloriosas, despeço-me com amizade e agradecido pelas vossas visitas, paciência e comentários simpáticos.

já começa a dar nas vistas

o que vi aos repelões na justintv?
pouco. o Benfica, atabalhoado. com poucas ideias. faltam ideias. falta alguém que pense o jogo. falta rapidez.
não percebo como é que o Aimar aquece e não entra. sentou-se no banco depois de alguns minutos em exercícios atrás da baliza e Quique fez avançar Urretaviscaíndo quando já antes tinha metido em campo o nosso Capitão.
era importante ganhar esta partida. muito importante. o meu corpo, ou a mente que nestas coisas é a mente que comanda o corpo, transportou-se para a antiga Catedral e esteve os últimos minutos a tremer por todos os lados. isso acontecia quando as bancadas não tinham cadeiras, nos jogos de inverno. o cimento, frio, e o nervoso, grande e dos grandes jogos, não me permitiam controlar os tremeliques.
tivemos já dois empates estúpidos em casa. 4 pontos que nos dariam uma vantagem apreciável.
hoje, mais do que tudo, só nos podemos queixar do que não fizemos, é certo. mas ninguém me tira da cabeça que o major, perdão, tenente-coronel henriques, sportinguista confesso, nos tirou dois pontos. digo isto porque vi. e, caso não tivesse visto, até o joaquim rita conseguiu - a custo, é certo - dizer que o golo do Cardozo é limpo como a água do luso (acrescento eu).
srs. árbitros, já começa a dar nas vistas. amarelos inexistentes. golos anulados. tudo parece normal até certo ponto. agora basta! ontem vi dois penalties poupados ao nosso mais directo concorrente. hoje vi um penalty sobre o nosso Capitão e um roubo, não de igreja, como gostam de dizer os nossos adversários, mas de Catedral.
quatro vitórias e dois empates fora de casa. 3 vitórias e três empates em casa e liderança nesta altura sabe a pouco. ficámos pela primeira vez em branco.
resta esperar pelo resto do campeonato mas, pela amostra, vamos ter de lutar contra tudo e contra todos e até contra o exército, não é sr. tenente-coronel henriques?

p.s. - veio o referido militar, depois do jogo, dizer o seguinte: "Não vou discutir se foi intencional ou deliberado, porque a intencionalidade foi retirada da lei.".
vamos então ver o que dizem as regras da international board association que podem ser retiradas aqui:

"A direct free kick - sr. tc henriques, eu poupo-lhe a tradução, quer dizer "pontapé livre directo" - is also awarded to the opposing team if a player commits any of the following three offences:
em bom português, meu tc, quer dizer: também é concedido à equipa contrária se um jogador cometer alguma das três acções seguintes:
• holds an opponent - agarrar um adversário;
• spits at an opponent - cuspir num adversário;
• handles the ball deliberately (except for the goalkeeper within his own penalty area) - agora muita atenção, sr. sportinguista: agarrar a mão deliberadamente (excepto no caso do guarda-redes dentro da sua grande área). ora o Miguel Vítor não é guarda-redes nem estava na sua área.

vou repetir, senhor badamerda:
• handles the ball deliberately (except for the goalkeeper within his own penalty area) - agora muita atenção, sr. sportinguista: agarrar a mão deliberadamente (excepto no caso do guarda-redes dentro da sua grande área);
já percebeu. humm, ainda não? aqui fica em bold, digo a negro, não vá o senhor ter dificuldade em perceber:
• handles the ball deliberately (except for the goalkeeper within his own penalty area) - agora muita atenção, sr. sportinguista: agarrar a mão deliberadamente (excepto no caso do guarda-redes dentro da sua grande área).
bem sei que já estou fora de Portugal há algum tempo, mas continuo a escrever - mal ou bem - em português. deliberadamente significa com intencionalidade, de forma deliberada.

num segundo, sr. pedro henriques, tenho aqui 3 problemas e 1 conclusão:

problemas:
1. ou você não sabe as regras?
2. ou, deliberadamente, eu repito, deliberadamente tentou sonegar uma vitória ao Benfica para favorecer quem lhe paga ou o clube do seu coração?
3. ou não sabe o que quer dizer deliberadamente e mentiu aos portugueses quando disse que a intencionalidade tinha sido retirada da lei?

conclusão:
qualquer que seja a resposta, o meu tc henriques não pode apitar mais nenhum jogo de futebol da liga profissional. olhe, apite o da primeira contra a segunda companhia e vá até ao iraque como o seu colega capitão ferreira.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

campeão de quê?

há umas semanas concordei com o dias ferreira. bom, não foi bem com ele mas com o que disse no programa de debate mais visto da televisão.
podia ter sido por causa da ligação que tem a um grande Amigo Benfiquista. mas não. nada disso.
dizia o exmo. senhor, entre o normal ódio destilado ao Sport Lisboa e Benfica, que achava ridículo que os jornaleiros começassem a chamar ao Benfica campeão de inverno.
eu também acho. não ganhámos nada. estamos em primeiro, vamos passar o ano em primeiro (com 1, 2 ou 4 pontos de vantagem) mas, até ver, isso não dá um título no palmarés, ou a entrada na liga dos campeões. será bom ganhar hoje. eu diria, essencial levar de vencido o nosso opositor. confesso que, mais uma vez arreliado com as insónias que me têm apoquentado, vi o jogo do fcp até ao fim. e confesso que fiquei (muito) contente com o resultado, como se disso dependesse a vitória e o título que mais queremos: o de campeão da liga sagres.
e, bem vistas as coisas, depende.
mas, para que isso aconteça, temos de vencer o nacional que é osso duro de roer.
por tudo isso, tenho pena de não estar em portugal nesta quadra para visitar aquela que também é a minha Casa.
lanço assim, desde o oriente, que se apresenta com temperatura amena para a época, um apelo: compareçam hoje na Catedral e ajudem-nos na caminhada para o título de primavera. o único que podemos almejar e aquele que é mais apetecível!
é que sempre preferi sagres a carlsberg!