| Contra a corrente |
| Por não se ter atirado para o |
| chão, Lucho é mais benfiquista |
| do que Pedro Proença |
| Fucile foi o melhor jogador do FC Porto no clássico de domingo passado. Intensamente bravo no corredor direito e lúcido o tempo todo, mesmo quando a sua equipa mais parecia uma manta de fiapos, tantos eram os buracos por onde fluía o bonito futebol da equipa adversária, o Benfica. Tão bonito e tão fluentemente descontraído que metia em respeito os aficionados do local, mantidos em consternado silêncio durante a maior parte do jogo. Fucile, um brioso oponente, merece o respeito dos benfiquistas. Até porque continuou a ser bravo e lúcido no dia a seguir, ou seja, na segunda-feira. Talvez por ser uruguaio, apenas um estrangeiro de passagem pelo nosso país, despreocupado com o futuro e sem ambições de se estabelecer de pantufas terminada a carreira, Fucile disse aos jornalistas em sete corajosas palavras aquilo que toda a gente sabe mas não apetece dizer, não se vá estragar o conveniente suspense de que se alimenta, à custa dos incautos, a indústria da bola. Pois disse Fucile: — É muito difícil tirarem-nos do primeiro lugar! Impecável, amigo Fucile. Não só é muito difícil como é, na verdade, impossível. Completamente impossível. Cientificamente impossível. É evidente que só um estrangeiro se pode dar ao luxo destes atrevimentos de análise e de rigor. Um estrangeiro a qualquer momento mete-se num avião e ei-lo que vai fazer pela vida noutras paragens, longe da ameaça de, por exemplo, ter de subsistir como comentador atento, venerando e obrigado, às ocorrências do futebol português. Em tempos recentes, um outro estrangeiro, ciente da impunidade de não viver cá, atreveu-se ao mesmo de Fucile. Disse praticamente a mesma coisa ainda que por outras palavras. Trata-se de Sir AlexFerguson — logo um Sir! Quando lhe coube defrontar o FC Porto na Liga dos Campeões, acossado pela imprensa britânica com o número impressionante de títulos conquistados internamente pelo adversário «from Oporto», o treinador do Manchester United respondeu assim: — Não fico muito impressionado porque o FC Porto, em Portugal, ganha títulos como quem vai às compras ao supermercado. De Fucile a Alex Ferguson, ou vice-versa, nada muda. É gente que sabe o que é um grande supermercado e está tudo dito. No domingo, Yebda foi o homem do jogo. Esteve no golo do Benfica e não-esteve no penalty oferecido por Pedro Proença ao FC Porto que permitiu a manutenção da distinta liderança dos campeões nacionais na corrente edição da prova. Nunca é demais repetir a razão de Fucile quando disse: «É muito difícil tirarem-nos do primeiro lugar.» Pedro Proença não devia apitar jogos do Benfica. De todos os árbitros em missão pelos campos da Superliga, Pedro Proença é o único que professou em voz alta a sua fé clubista. É do Benfica desde pequenino. Os outros árbitros não têm clube, como se sabe. Foram parar ao futebol por acaso. Há três árbitros que são adeptos de corridas de camiões, há dois que só se interessam por bridge, há quatro doidos por esqui alpino, outros três são fanáticos do florete e os demais, francamente, só vibram com o pólo aquático e na condição de a piscina estar aquecida. Pedro Proença não é nenhum destes. É do Benfica, é do futebol. É cá dos nossos. E sempre que aquece a discussão do titulo da bola, lá é nomeado Pedro Proença para dirigir jogos do clube do seu coração prestando-se ao papel de exemplo vivo da hombridade da classe, cujo lema é «Isenção Até Mais Não!» Que jeito dá a esta geração de árbitros e de dirigentes da arbitragem ter um Pedro Proença à mão de semear. Ah, mas atenção! Em termos de benfiquismo, Pedro Proença teve no domingo um grande e inesperado rival. Até excessivo, convenhamos, no seu benfiquismo, de tal modo que ia estragando tudo, o sacaninha. O próprio Pedro Proença, segundo garantem os jornais, sentiu-se ultrapassado em fervor clubista e não resistiu ao já tão publicitado desabafo: — Sinto uma enorme frustração! — disse no final do jogo. Vamos, então, tentar perceber o que levou o grande benfiquista Pedro Proença a sentir «uma enorme frustração». Trata-se de uma revelação brutal. Trata-se Toda esta gente confiava plenamente no benfiquismo ajuizado de Pedro Proença. Mas ninguém contava com o benfiquismo doentio de Lucho Gonzalez. Recordando: na área do Benfica, numa discussão física com Reyes pela posse da bola, Lucho levou a pior e Reyes levou a melhor. O escândalo foi de cortar a respiração. Lucho não se atirou para o chão, não simulou ter sofrido a falta que não sofreu, de modo a que, garantidamente, Pedro Proença apitasse para a marca de grande penalidade. Lucho não se atirou para o chão como era suposto! — foi este o momento decisivo, a chave do jogo. Pedro Proença foi dos mais perplexos. — Então, não cais? — perguntou o árbitro ao argentino. — Não. — Mas não cais, porquê? — insistiu o árbitro. — Porque sou mais benfiquista do que tu — respondeu-lhe Lucho. — Ai isso é que não és. Pergunta ao Vítor Pereira! — Sou sim, senhor! Entretanto a jogada continuou e acabou-se a conversa entre os dois. De facto, com lances destes, nunca mais há credibilidade no futebol português. |
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
o Benfiquismo de lucho (Leonor Pinhão, n' a bola)
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
farsa
depois veio um senhor que foi lambido por uma vaca, de quem até se diz ter sido sócio do Benfica e, qual génio da lâmpada, proençou-nos um penalty! é pena que a farsa continue e que os erros proençados sejam sempre a favor dos mesmos. e vão 17 jogos. desses, em 9, fomos gamados.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
do homem da regisconta à goleada do trap
contas feitas, estaria agora o Benfica com 2 pontos de avanço sobre o rival deste fim-de-semana. na verdade, dando de barato os pontos que já nos roubaram este ano, com tantos erros contra os clubes que jogam contra ele - o rival - seria merecido e justo, apesar de, ainda assim, pecar por defeito.
por defeito têm sido também as nossas exibições. gostava que o Benfica deste ano fosse como apregoava o homem da regisconta, aquela máquina. está visto que tal não será possível. resta-nos esperar que seja um ano à Trap, para quem uma vitória por 1-0 era (é) uma goleada. aliás, vitórias por 1-0 e golos decisivos do senhor Mantorras, significam, normalmente, nesta década de 10 do século xxi, título no final da temporada.
naturalmente que o resultado mais provável para a próxima jornada é a vitória dos nossos rivais. mas, pode ser que as probabilidades mudem. é difícil e, muito sinceramente, de forma racional, não prevejo que a diferença de pontos seja de dois a nosso favor, no final da peleja.
felizmente, o futebol tem pouco de racional. é paixão, irracionalidade e crer, misturados com talento, técnica e garra, tudo condimentado com uma pitada de sorte. ingredientes que nos fizeram o clube que somos. daí, e acreditando nas palavras do Quique no final da partida de ontem, só peço um Benfica competitivo e que deixe a pele em campo.
lembrando a rábula do professor marcelo, protagonizada pelo RAP:
"é difícil ganhar?
é.
mas pode acontecer?
pode.
improvável?
sim.
impossível?
não."
sábado, 24 de janeiro de 2009
fraco Benfica
somos fracos e pouco consistentes para poder manter uma regularidade exibicional de qualidade. 8 vitórias, 6 empates e uma derrota, demonstram bem que, se é verdade que não perdemos muito, também não ganhamos por aí além.
o jogo do restelo é (era) um jogo em que podemos (íamos) empatar. não podemos é empatar em casa com o nacional (verdade que com dedo, ou mão, de um tal de henriques) nem com o setúbal (dedo de um tal que não me lembro do nome). e são esses dois jogos, que nos fazem estar em vias de perder a liderança.
apesar de dos fracos não rezar a história, o Benfica deste ano, apesar de todas as vedetas com que se apresentou no início, está a praticar mau futebol e com pouca eficácia ofensiva. já é tempo de pôr o Cardozo a jogar. quanto ao que disse o espanhol que nos treina sobre o andaluz que enverga a camisola 6 - e que é aproveitado para capa do pasquim record - esperemos que sirva para espicaçar o menino andaluz que já demonstrou este ano ser um bom reforço e que não sirva para o encostar até ao final do ano.
uma outra palavra, final, para o Quique: será que não tinha sido mais prudente tirar o Di Maria em vez do Rúben?
para a semana recebemos o rio ave em casa,já a saber os resultados deste fim-de-semana. até pode ser que estejamos em terceiro na sexta-feira. mas, como normalmente o porto faz sempre pior do que nós na jornada a seguir àquela em que perdemos pontos (veja-se leixões e, porque não, trofense), também pode ser que dê para chegarmos na condição de líder ao estádio das antas, perdão, do dragão na jornada imediatamente a seguir.
até lá, um feliz ano do búfalo e que os votos para o ano de 2009 aqui deixados se renovem e dobrem. seria bom, no ano do búfalo, comemorar o título de campeão.
ps i - fala-se que o fcp, equipa com uma organização elogiada diariamente de há anos a esta parte, pode ter infringido o regulamento da taça da liga. se fosse o Benfica, já tinha caído o Carmo e a Trindade nos pasquins da terra.
ps ii - rui moreira, comerciante, e futuro presidente do futebol clube do porto, veio insurgir-se contra a taça da liga, defendendo que o porto não deveria participar. rui moreira que irá fazer equipa com o vítor baía, décimo oitavo guardião da história para aquela entidade que está sempre a dizer que o sportém é a melhor equipa portuguesa, na direcção do fcp, revela-se, desde já, aquilo que irá, certamente, provocar em todos nós, benfiquistas: saudades do actual presidente (suspenso e arguido)...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
máfia

um tal de antónio salvador diz que foi a itália e que lhe disseram que a máfia se tinha mudado para Portugal.
não sei quem é que vê a liga sagres em itália. no entanto, depois de ver as nomeações para os jogos deste fim-de-semana, estou em crer que, se calhar, o tal do sr. salvador (ou o seu amigo transalpino) é capaz de ter razão...
braga-porto - paulo costa;
belenenses-Benfica - elmano santos;
nacional-sportém - artur soares dias.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Deus na Catedral
o meu Deus do futebol vai lá estar.
solidariedade
"A Casa do Benfica de Abrantes vai organizar, no próximo dia 18 de Janeiro, na Quinta das Telheiras, um almoço de solidariedade inserido na campanha “Vamos todos ajudar o Guilherme”, um menino a quem foi detetado um tumor na cabeça.
A criança já foi operada mas ainda necessita de ajuda para resolver o problema. As inscrições para o repasto podem ser efetuadas no local ou através do 241377026."
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
statlerado ou waldorfado?
depois do único caminho para a felicidade, não ver, não ouvir e não dizer nada, que me atingiu com a derrota da semana passada, esta semana, mesmo com duas vitórias seguidas, estou com um sentimento igual ao de um velho dos marretas.não sei se waldorf ou statler.
o que sei é que o Benfica actual fica a léguas daquele dominador, que dava espectáculo, que echia os estádios de alegria e que era realmente o melhor clube a praticar futebol em Portugal e um dos melhores da velha europa.
daquele Benfica que há quase 25 anos passou a contar com o que vos escreve nas suas fileiras (gosto muito da palavra "fileiras") associativas, porque de sentimento já contava com ele desde sempre.
na verdade, o Benfica de hoje não joga uma carica. mas, como me dizia hoje ao almoço um conhecido e fervoroso adepto e sócio aqui da terra, proprietário de um famoso restaurante: eu quero lá saber se foi fora-de-jogo ou não. eu quero é que o Benfica ganhe!
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
desejos natalícios e 9 votos para 2009
em primeiro lugar (no campeonato), desejo um feliz natal a todos os leitores, comentadores, coladoradores, amigos e amigas - Benfiquistas e não só - que fazem o favor de ler este blogue nos mais variados cantos:suiça
r.a.e. macau
r.a.e. hong kong
china
hong kong
marrocos
reino unido
guam
portugal
estados unidos
canadá
brasil
espanha
frança
bélgica...
2. um defesa-direito e um médio ofensivo que faça as vezes do Aimar;
5. que o Quique se mantenha até ao final do campeonato;
6. que o campeonato seja conquistado antes da última jornada. pela amostra, teremos dificuldades em contornar os obstáculos (roubos?) colocados pelas arbitragens;
7. que o Suazo seja mais vezes decisivo;
8. que o Yebda volte a ser o jogador que já foi e que o Reyes recupere depressa;
9 . que todos os desejos acima se concretizem mas, se nenhum deles for possível, que o Sport Lisboa e Benfica seja campeão.
com saudações gloriosas, despeço-me com amizade e agradecido pelas vossas visitas, paciência e comentários simpáticos.
já começa a dar nas vistas
pouco. o Benfica, atabalhoado. com poucas ideias. faltam ideias. falta alguém que pense o jogo. falta rapidez.
não percebo como é que o Aimar aquece e não entra. sentou-se no banco depois de alguns minutos em exercícios atrás da baliza e Quique fez avançar Urretaviscaíndo quando já antes tinha metido em campo o nosso Capitão.
era importante ganhar esta partida. muito importante. o meu corpo, ou a mente que nestas coisas é a mente que comanda o corpo, transportou-se para a antiga Catedral e esteve os últimos minutos a tremer por todos os lados. isso acontecia quando as bancadas não tinham cadeiras, nos jogos de inverno. o cimento, frio, e o nervoso, grande e dos grandes jogos, não me permitiam controlar os tremeliques.
tivemos já dois empates estúpidos em casa. 4 pontos que nos dariam uma vantagem apreciável.
hoje, mais do que tudo, só nos podemos queixar do que não fizemos, é certo. mas ninguém me tira da cabeça que o major, perdão, tenente-coronel henriques, sportinguista confesso, nos tirou dois pontos. digo isto porque vi. e, caso não tivesse visto, até o joaquim rita conseguiu - a custo, é certo - dizer que o golo do Cardozo é limpo como a água do luso (acrescento eu).
srs. árbitros, já começa a dar nas vistas. amarelos inexistentes. golos anulados. tudo parece normal até certo ponto. agora basta! ontem vi dois penalties poupados ao nosso mais directo concorrente. hoje vi um penalty sobre o nosso Capitão e um roubo, não de igreja, como gostam de dizer os nossos adversários, mas de Catedral.
quatro vitórias e dois empates fora de casa. 3 vitórias e três empates em casa e liderança nesta altura sabe a pouco. ficámos pela primeira vez em branco.
resta esperar pelo resto do campeonato mas, pela amostra, vamos ter de lutar contra tudo e contra todos e até contra o exército, não é sr. tenente-coronel henriques?
p.s. - veio o referido militar, depois do jogo, dizer o seguinte: "Não vou discutir se foi intencional ou deliberado, porque a intencionalidade foi retirada da lei.".
vamos então ver o que dizem as regras da international board association que podem ser retiradas aqui:
"A direct free kick - sr. tc henriques, eu poupo-lhe a tradução, quer dizer "pontapé livre directo" - is also awarded to the opposing team if a player commits any of the following three offences:
em bom português, meu tc, quer dizer: também é concedido à equipa contrária se um jogador cometer alguma das três acções seguintes:
• holds an opponent - agarrar um adversário;
• spits at an opponent - cuspir num adversário;
• handles the ball deliberately (except for the goalkeeper within his own penalty area) - agora muita atenção, sr. sportinguista: agarrar a mão deliberadamente (excepto no caso do guarda-redes dentro da sua grande área). ora o Miguel Vítor não é guarda-redes nem estava na sua área.
vou repetir, senhor badamerda:
• handles the ball deliberately (except for the goalkeeper within his own penalty area) - agora muita atenção, sr. sportinguista: agarrar a mão deliberadamente (excepto no caso do guarda-redes dentro da sua grande área);
já percebeu. humm, ainda não? aqui fica em bold, digo a negro, não vá o senhor ter dificuldade em perceber:
• handles the ball deliberately (except for the goalkeeper within his own penalty area) - agora muita atenção, sr. sportinguista: agarrar a mão deliberadamente (excepto no caso do guarda-redes dentro da sua grande área).
bem sei que já estou fora de Portugal há algum tempo, mas continuo a escrever - mal ou bem - em português. deliberadamente significa com intencionalidade, de forma deliberada.
num segundo, sr. pedro henriques, tenho aqui 3 problemas e 1 conclusão:
problemas:
1. ou você não sabe as regras?
2. ou, deliberadamente, eu repito, deliberadamente tentou sonegar uma vitória ao Benfica para favorecer quem lhe paga ou o clube do seu coração?
3. ou não sabe o que quer dizer deliberadamente e mentiu aos portugueses quando disse que a intencionalidade tinha sido retirada da lei?
conclusão:
qualquer que seja a resposta, o meu tc henriques não pode apitar mais nenhum jogo de futebol da liga profissional. olhe, apite o da primeira contra a segunda companhia e vá até ao iraque como o seu colega capitão ferreira.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
campeão de quê?
podia ter sido por causa da ligação que tem a um grande Amigo Benfiquista. mas não. nada disso.
dizia o exmo. senhor, entre o normal ódio destilado ao Sport Lisboa e Benfica, que achava ridículo que os jornaleiros começassem a chamar ao Benfica campeão de inverno.
eu também acho. não ganhámos nada. estamos em primeiro, vamos passar o ano em primeiro (com 1, 2 ou 4 pontos de vantagem) mas, até ver, isso não dá um título no palmarés, ou a entrada na liga dos campeões. será bom ganhar hoje. eu diria, essencial levar de vencido o nosso opositor. confesso que, mais uma vez arreliado com as insónias que me têm apoquentado, vi o jogo do fcp até ao fim. e confesso que fiquei (muito) contente com o resultado, como se disso dependesse a vitória e o título que mais queremos: o de campeão da liga sagres.
e, bem vistas as coisas, depende.
mas, para que isso aconteça, temos de vencer o nacional que é osso duro de roer.
por tudo isso, tenho pena de não estar em portugal nesta quadra para visitar aquela que também é a minha Casa.
lanço assim, desde o oriente, que se apresenta com temperatura amena para a época, um apelo: compareçam hoje na Catedral e ajudem-nos na caminhada para o título de primavera. o único que podemos almejar e aquele que é mais apetecível!
é que sempre preferi sagres a carlsberg!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
traumatismo ucraniano
pensei: azar ao jogo, sorte ao amor. e, de repente, liguei a antena 1 em cadeia com a rádio macau.
o amor, claro está, é ao Benfica. sim, ontem, mais do que tudo jogava-se por amor. à camisola, ao historial, aos títulos conquistados. enfim, era tudo menos um jogo. seria uma boa oportunidade para que os menos utilizados demonstrassem que o que se passou com os turcos e os gregos foi por acaso e que realmente valemos mais do que aquelas patéticas derrotas. puro erro. o amor a uma causa é assim. cego.
voltando ao momento em que liguei o rádio, consegui ouvir o urretaviscaíndo a falhar um golo incrível. aí, tive um traumatismo que adormeceu a parte do cérebro que ainda funciona e que me impediu de ouvir o resto do desafio. ainda bem.
sobretudo a partir do jogo com o sportém, estive alguns meses sem as arreliadoras dores de cabeça,. mas, nos últimos dias, elas voltaram. não sei se há causa-efeito entre os maus resultados do Benfica e esta cefaleia incomodativa. vou esperar por segunda-feira para confirmar se o melhor é deixar de amar desta forma cega e doentia.
já agora, e em tempo de natal, aqui vai o meu pedido ao menino Jesus: uma vitória convincente frente aos funchaleiros, com um golo do jogador, quem marcou foi o jogador...
preocupação a duas horas do jogo
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
8, número 8

em mandarim a fonética do número 8 (八,捌) é semelhante a prosperidade ou riqueza.
em cantonês ou cantonense, como preferirem, passa-se o mesmo.
quando se juntam dois oitos "88", significa dupla felicidade.
há quem pague fortunas por um número de telefone com muitos oitos.
é impossível? é. mas pode acontecer? pode. é provável? não. mas ainda há esperança? quase nenhuma...
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
sinto-me des...

desanimado
desapontado
desatinado
desfalcado
desintegrado
desarreigado
desarrebitado
desarticulado
desarmonizado
desapurado
desaquecido
desarado
desapaixonado
desgostoso
descostado
desquicado
desaproximado
desreyesado
desaprumado
desaquinhoado
desarmado
desasado
desassenhoreado
desassisado
desaurido
desbagado
descardozado
desastrado...
e por aí fora.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
só este Senhor para me animar (RAP)
| "A chama imensa |
| Benfica TV lidera audiências (em minha casa) |
| Por ricardo araújo pereira |
NA semana em que o Benfica deu 6 a uma equipa da primeira divisão, o Porto não conseguiu dar mais de 4 a uma da terceira. Começam a ser cansativas estas constantes demonstrações de superioridade. Já agora, se me permitem, gostaria de fazer uma referência muito terna ao speaker que animava o público no estádio do Marítimo, e que, antes do início do jogo, fez por galvanizar os presentes com a divertida referência: «Vamos apostar no número 5, que é um número de que o Benfica não gosta». Como se viu, teria sido mais ajuizado apostar no número 6. O Benfica proporciona situações mesmo giras. Até a nossa eliminação da Taça de Portugal, sendo embora desagradável, tem marca de campeão. Não só contribui para aumentar a nossa concentração no campeonato como faz ver à TVI que não se brinca com o Benfica. Se é isto que pagam por cada transmissão mais vale ficar em casa. Desta vez boicotámos a flash-interview. Na próxima eliminatória boicotamos o jogo inteiro. Vamos, aliás, boicotá-los todos até à final. Nesta edição da Taça não aparecemos mais, a ver se eles aprendem. E assim, sem termos perdido um único jogo, saímos da Taça com a dignidade dos invictos e ainda ensinamos uma bonita lição a quem tem a desfaçatez de ser forreta tão perto do Natal. Ou muito me engano ou José Eduardo Moniz, na noite da consoada, vai receber uma visitinha do Fantasma do Natal Passado. Oprincipal facto desportivo da semana que passou é, contudo, o início das emissões regulares da Benfica TV. Como é apropriado, uma vez que lideramos o campeonato, também o nosso canal é líder de audiências — pelo menos em minha casa. Desde que a Benfica TV começou a transmitir 24 horas por dia nunca mais liguei para outro canal. Está sempre qualquer coisa interessante a dar, seja uma entrevista de fundo a um futebolista dos juvenis, seja uma reportagem sobre os mais recentes êxitos do râguebi, seja uma opinião avulsa obtida junto de um adepto que, apesar de estar razoavelmente ébrio, consegue ainda assim proferir palavras de uma sensatez assinalável. Durante a noite, pelo sim pelo não, deixo a televisão ligada e programo o despertador para acordar de hora a hora, para me certificar que não estou a perder notícias urgentes. Por isso, a Benfica TV é, neste momento, um dos móveis da minha sala. E é, sem dúvida nenhuma, o mais útil. Pinto da Costa disse que nem toda a gente ficou contente com a vitória do Porto na Liga dos Campeões e, por muito raro que isso possa ser, a afirmação corresponde à verdade. Eu, por exemplo, não fiquei contente. Não gosto de ver crianças a chorar e o facto é que aquela equipa de juvenis do Arsenal abandonou o estádio do Dragão desolada." |
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
JLP
Com uma febre danada e umas dores de cabeça pesadonas como pianos de cauda largados pela janela, só este assunto me arrastaria para a página. Falo, claro, do primeiro lugar do Benfica. E também, já agora, da goleada histórica que demos à equipa de Alberto João Jardim. Uma jornada para emoldurar como inspiração permanente.
Quanto ao primeiro lugar, é o nosso lugar natural, pois, o único em que o Benfica se assemelha a si mesmo. Mas a verdade é que andamos longe dessa “casa própria” há uns tempos, de modo que é normal um certo festejo. Com os pés na terra, mas também sem poupar nas alegrias. Não se trata de xingar os clubes que sofrem lá para baixo na tabela, é só que a tradução benfiquista do dito santoagostiniano, “Homem, torna-te aquilo que és”, merece festança e crónicas exclamativas!
Na Madeira Suazo arrasou. Com aquele estilo de passos certos, nenhum gasto de energia desnecessário, nenhum floreado estapafúrdio, o nosso hondurenho arrasa supermuito. Um jogador à antiga, um cromo sépia, elevação e frases secas, olé. Começou por furar o nulo tenebroso com que começam todas as partidas, fugindo sem medo, tocando a bola ao de leve com a chuteira pensativa – só conseguiram pará-lo com uma ilegalidade. Penálti, tcha-nã. No momento solene da marcação, Reyes morde o lábio, sorri. E a dúvida em grande plano: quem vai levar a melhor, o nervosismo ou a malandragem do craque? Plim, golo – a bola na sombra interior do poste, o cúmulo da pontaria.
Depois é sempre a subir. Nem dá para escrever tudo. Seis golos davam para vários livros, livrões duplos, triplos, à moda russa. Mas não resisto a recontar um pouco mais da Saga de Suazo. (Perdoem-me só uma ligeira interrupção para tomar um remédio antifebres e repetir o resultado histórico: seis-zero, 6-0, seis batatas sem resposta.) Mas, Suazo, dizia. O homem é um astro dos que sabe manter a lucidez da gente normal, boa onda, e isso não há dinheiro que pague. Sim: havemos de ser campeões com suazos destes. A leveza quase distraída com que ele voa para cabecear aquele novo golo! A sabedoria com que ele chuta aquele chuto oblíquo que põe a bola lá no lugar dela, a baliza adversária, onde ela quer viver para sempre.
(no JN de hoje)" ou aqui.
