terça-feira, 23 de setembro de 2008

classe, raça, ingenuidade, ricardices e sofrimento

4 da manhã em ponto, o transistor começou a dar antena 1 num volume considerável. para que não voltasse a deixar-me dormir, programei também o blackberry. estava acordado. estranhamente a ouvir o relato. pensem no que é acordar às 4 da manhã depois de termos ido para a cama às 11:30 da noite. claro que demora um bocado a ganhar as faculdades de acordado. foi o que aconteceu. quando dei por mim a pensar que estava a ouvir o relato e que não liguei o televisor, quase que me insultei. finalmente, isto é, 3 minutos depois do jogo começar, liguei a tdm em cadeia com a rtpi. não por nenhum assomo patriótico, mas simplesmente por causa da diferença de alguns segundos na transmissão entre uma e a outra. na tdm o jogo dá uns segundos antes. isto é, quando é golo na tdm a bola ainda está na linha lateral na rtpi.
por falar em golo, o primeiro foi um contra-ataque de grande classe, com o Reyes finalmente a fazer qualquer coisa a que não será alheio o facto de também finalmente o Quique o ter posto no lugar onde me lembrava de o ver no arsenal. na ponta esquerda. cruzamento milimétrico e o nosso capitão, Nuno Gomes, de primeira, remata com classe para o fundo da baliza. pouco mais de uma mão cheia de minutos tinham passado e o Benfica vencia, como lhe competia, num campo (para mim estádio é outra coisa) sempre difícil.
estranhamente, há um lançamento de linha lateral ou um canto, Reyes lembrou-se de borrar a pintura, alivia mal, há um jogador com nome de marca de mesinha de cabeceira que remata, a bola bate em Sidnei e anicha-se na rede de Quim.
empate alcançado e, a partir daí, o Benfica só conseguiu descansar quando o Maxi, na sequência de uma jogada bem gizada por Ruben Amorim, que centrou para o nosso capitão, que bem desmarcado remata de cabeça e, depois de uma defesa incompleta do guardião do paços, na raça remata para o 1-2.
pensei que o Benfica iria descansar os adeptos e arrancar para uma exibição convincente. mais convencido fiquei quando o Ruben Amorim centra e a bola é cortada com a mão por um defesa do paços, com um tal de paixão a apontar para a marca de grande penalidade. Tacuara, como já disse aqui, especialista nestes lances, remata à Batistuta, fazendo o 1-3.
chega o intervalo e o Benfica, estranhamente, e ao contrário do que o Quique tentou por diversas vezes evitar com as indicações que dava para dentro de campo, recua demasiado numa falsa sensação de controlo de jogo que normalmente acaba em golo do adversário. foi o que aconteceu. quer dizer, eu continuo a achar que golos daqueles não deviam ser atribuídos aos avançados, mas sim ao Quim. na ficha do jogo deveria figurar: 0-1, Nuno Gomes, 1-1, nome de marca de mesinha de cabeceira, 1-2, Maxi, 1-3, Óscar Cardozo, 2-3, Quim (p.b.)...
desde o jogo com a Dinamarca que o Quim, normalmente seguro e calmo, anda a fazer tudo para ser substiuído. será que o facto de o Moretto ter voltado ao plantel tem a ver com isto? gostei do que disse Quique no final da partida sobre o golo na própria do Quim: "uma vez em cada cem". mas o problema é que para já, e contando com a selecção, foi mais do que uma vez em cada jogo.
não sei se fui só eu que reparei mas o Nuno Gomes quando foi substituído parece dizer ao companheiro de banco: "viste aquele falhanço do Quim? dasse!".
depois lá tivemos um momento de inspiração do irmão do Nuno Ribeiro, vulgo Maniche. ganha a bola a um contrário e remata fulminante com a bola a fazer aquele barulho lindo que é tocar no poste e, ao contrário do que já vi muitas vezes, a ir beijar a rede.
tudo certo, Benfica de novo com dois golos de vantagem. mas começava aí o sofrimento. depois de estar mais o menos descansado, tive de me levantar da cama e ir para a sala ver o resto da bola. pensei em várias coisas. uma delas foi que um ataque de ansiedade àquela hora, 5:40 da manhã, poderia pôr em causa as 3 horas de sono que ainda me faltavam e provocar danos irreparáveis nas batidas do órgão a que chamam coração. pior fiquei quando em mais um lance de bola parada, a defesa fica a olhar, o Quim com medo de falhar e eles reduzem para 3-4. já não estava em mim quando o paixão deu 5 minutos de tempo de compensação. aliás, é estranho como é que o treinador do paços depois do golo diz que faltam 10 minutos quando faltavam apenas 5. será que o árbitro das placas lhe disse que ía dar 5 minutos de desconto? ainda conseguimos fazer duas faltas que atendendo ao rumo dos acontecimentos podiam ter protagonizado a reviravolta no marcador. felizmente não. mas infelizmente só me consegui deixar dormir às 6:30 da manhã, quando acabou o "relatório e contas" na antena 1 sobre a visita do Benfica a Paços de Ferreira.
merecemos sem dúvida ganhar. fomos eficazes na primeira parte e o paços, tirando as bolas paradas, pouco ou nada fez até para marcar 2 golos ao Benfica (sim, um dos golos foi do Quim na "p.b." ou "o.g." em inglês).
penso que a chave do jogo foi a entrada do Ruben Amorim. foi com esse sistema que andámos durante toda a pré-época e o Amorim fez uma meia assistência e ainda centrou para a mão do pacense.
agora, ganhos que estão os primeiros 3 pontos, resta ter calma e pensar que para a semana estaremos com 8 pontos.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

ligas

é verdade que, como diz o nosso treinador, "não se ganham ligas em setembro". mas, talvez seja bom que o nosso treinador perceba que "perdem-se ligas em setembro". se, por acaso ficarmos a 7 pontos do sportém com um derby na próxima semana, vai ser muito complicado recuperar.
resta ganhar, na madrugada de amanhã, com transmissão na rtpi.

sábado, 20 de setembro de 2008

BENFICA, O MELHOR CLUBE DO MUNDO

grande texto do Bruno Carvalho, Benfiquista e bloguista do Novo Benfica



“O Benfica é o maior do mundo!!!”
Já todos ouvimos isto várias vezes. Muitos o dizem, mas será que o sentem mesmo? Será que estão mesmo convictos do que dizem?
Então vamos lá ver se o Benfica é ou não o maior clube do mundo.
Quando se fala de maior clube do mundo, afinal, fala-se de quê? De títulos ganhos? Do número de sócios ou adeptos? De capacidade financeira?
Vamos então fazer uma análise áqueles que são comummente aceites como sendo os clubes mais importantes do Mundo.
Comecemos pelo Real Madrid. O Real Madrid é o clube com mais títulos europeus, tendo sido por 9 vezes Campeão Europeu. O Real Madrid tem igualmente uma enorme capacidade financeira, tendo até alegadamente feito uma oferta de 100 milhões de euros para comprar o passe de Cristiano Ronaldo.
Mas isso faz do Real Madrid o maior clube do mundo?
Há uns anos atrás, numa conversa com Camacho, em Madrid, ele disse-me uma coisa que não me saiu da cabeça. Ele disse-me que o Real Madrid era muito grande e muito importante, mas que fora da cidade de Madrid o Real não era número 1 em lado nenhum. Camacho disse-me mais: o Real Madrid é respeitado e temido pelo mundo fora, mas não é amado.
Com o Manchester United ou Liverpool passa-se algo de semelhante com a diferença de terem ganho menos que o Real Madrid. Onde estão os verdadeiros adeptos do Manchester ou do Liverpool, a não ser nas respectivas cidades? Haverá algum sítio do mundo em que esses clubes são o emblema mais importante para além das suas cidades? Mesmo em Inglaterra, será que em Newcastle, Birmingham ou Leeds as pessoas são maciçamente do Manchester ou Liverpool? Tenho a certeza que não.
E o Barcelona? Se fossemos olhar para os títulos o Barcelona está muito longe do Real Madrid e em termos sociais ainda vale muito menos que o Real. O Barcelona é um clube parecido com o Porto, assim como o Atlético de Madrid é parecido com o Sporting.
De facto, o Barcelona representa um sentimento regionalista e com isso domina na Catalunha e vive por oposição ao Real Madrid. O Porto tem um papel semelhante em Portugal, tem no Benfica a sua obsessão, mas ao contrário do Barcelona não consegue sequer dominar o Norte de Portugal nem ter a capacidade financeira do clube catalão. Quem quiser confirmar o que digo que vá a Braga, a Famalicão, Viana do Castelo, Mirandela, Bragança ou Vila Real e verifique qual é o clube com mais adeptos. É, de longe, o Benfica.
Mas ter mais adeptos será um critério suficiente para se ser o maior clube do mundo? Manuel José, treinador do Al-Ahly, dizia há uns tempos que este clube do Cairo era enorme porque tinha cerca de 40 milhões de adeptos no Egipto. Mas fará isso do Al-Ahly um grande clube? Seguramente que não. Se fizesse, rapidamente qualquer clube chinês ou indiano poderia vir a dizer que é o maior clube do mundo.
Outros clubes como o Milão, Inter, Juventus, Bayern de Munique, Boca Juniors, Flamengo ou São Paulo têm o mesmo problema. São muito importantes nas suas regiões ou nos seus países, já ganharam muita coisa, alguns têm muito dinheiro, mas fora da sua área de influência directa não são nada. São muito respeitados. São adversários temíveis. Mas têm aquela coisa especial que faz deles o maior clube do mundo? A resposta é não.
Então, afinal, qual é o maior do clube do mundo?
É o Benfica. E porquê?
O Benfica é o maior clube do mundo não por causa de qualquer recorde do Guinness Book como alguns ignorantes nos querem fazer crer. Só pode dizer isso quem não percebe nada do que é ser benfiquista.
O Benfica é o maior clube do mundo porque num desenvolvimento histórico singular e irrepetível ganhou o respeito mas, acima de tudo, conquistou o amor de milhões em todo o mundo.
O Benfica conseguiu encarnar a diáspora portuguesa como nenhum outro clube do mundo o conseguiu fazer relativamente à história do seu próprio país.
Assim, o Benfica é o maior clube de Portugal, mas é também o clube nº 1 em Angola, Moçambique, Timor, Cabo Verde, Guiné e S. Tomé. Mas não só. Qual é o maior clube de Paris? Será o PSG que foi fundado em 1970? Não. É o Benfica. O Benfica que também é o maior clube na Suíça, no Luxemburgo e que tem uma enorme força na Alemanha, em Nova Iorque, em Toronto, na África do Sul ou em qualquer lado onde esteja um português.
O Benfica personifica a nostalgia e a alma de um povo, mesmo daqueles que não são simpatizantes do clube. E isso sente-se especialmente quando se sai de Portugal. Não há mais nenhum clube do mundo assim.
E o Benfica teve e tem Eusébio. Bem sei que o Real Madrid teve Alfredo di Stefano e o Manchester United Sir Bobby Charton. Mas Eusébio era outra coisa. Eusébio não era argentino nem inglês. Eusébio era africano, de Moçambique, o que representava a vocação universalista do Benfica. Eusébio era um rapaz simples e humilde com um talento incomparável. Eusébio carregou aos ombros todo um país no mundial de 1966. E chorou. As lágrimas de Eusébio deram a volta ao mundo e lavaram a alma de todos os portugueses que com ele sofreram.
E há mais. O Benfica é do povo. É popular no sentido literal do termo. É feito por gente simples que ama o Benfica mais do que tudo na vida e é capaz de sacrifícios espantosos pelo clube do seu coração.
Arrepia-me ver os novos jogadores estrangeiros do Benfica, quando chegam ao aeroporto da Portela, começarem logo a dizer que o Benfica é igual ao Real Madrid como se isso fosse algum elogio. A culpa não é deles. É claro que são instruídos por alguém dentro do Benfica para dizerem isso. Alguém que pensa que isso engrandece o Benfica. Nada mais patético. Faz-me lembrar quando os artistas brasileiros chegavam a Portugal e começavam logo a dizer que éramos um país lindo, maravilhoso e irmão. Soava a falso, como soam a falso as declarações dos jogadores recém chegados. Isso só acontece porque as pessoas que estão no Benfica não percebem verdadeiramente o que têm nas mãos. Estão lá, mas não sabem o que é o Benfica. Se vissem o Benfica como ele é não ficavam todos felizes com a comparação com o Real Madrid, mas proibiam-na.
Para se dirigir um clube como o Benfica é preciso ter-se categoria, algo que há muito anda arredado da Luz. Assim como para se ser jogador do Benfica é preciso ter-se algo de especial. Não é, de facto, coisa que esteja ao alcance de qualquer um.
Por muito que outros clubes possam ganhar nunca serão o Benfica. Não há nenhum clube do mundo que tenha a herança do Benfica. É preciso que o futuro do Benfica esteja à altura do seu passado. E para isso são precisas vitórias. Vitórias com honra, com glória, com humildade e com dignidade.
A minha última palavra vai para as Casas do Benfica espalhadas por Portugal e por esse mundo fora. Elas fazem um trabalho notável e desempenham um papel fundamental na manutenção da mística do Benfica. Mística essa de que todos falam, mas muitos não sabem o que quer dizer.
O Benfica é, de facto, um caso único no mundo do futebol.
O Benfica é, sem favor e sem exagero, o maior clube do mundo!
Bruno Carvalho
PS 1: Este postou deixou-me feliz e esgotado porque não foi escrito com a cabeça nem com os dedos, mas com a alma. Dedico-o a todos os benfiquistas, aos frequentadores deste blog e ao meu avô, que foi a razão de eu ser benfiquista.
PS 2: Queria deixar aqui saudações muito especiais a todas as Casas do Benfica, as que estão em Portugal e as que estão por esse mundo fora. Aproveito para retribuir o abraço que a Casa do Benfica do Porto me enviou. Não preciso explicar que a vocês calhou o papel mais difícil, pois estão no coração da cidade do principal adversário. Mas deixo-vos aqui uma palavra de louvor e digo-vos mais: a nossa hora chegará!"

in novo Benfica

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

estou farto de um tal de joaquim rita

quem não tem a possibilidade de ver a maior parte dos jogos do seu clube, tem de contentar-se com o relato na antena 1 ou numa outra rádio que transmita na internet.
quando o jogo é às 3 da manhã, a solução passa quase sempre pela antena 1, em cadeia com a rádio macau. isto porque vai-se para a cama às 11 da noite, mete-se o despertador para as 2:55 e em vez de me levantar da cama para ir buscar o portátil, basta ficar a ouvir o relato no transistor que tenho na mesinha de cabeceira.
assim aconteceu esta madrugada.
e, infelizmente, ficamos a pensar que o jogo que os senhores relatam e, sobretudo, comentam não é o mesmo que está a passar. tantas e tantas vezes no velhinho estádio da luz levava comigo um pequeno transistor para ouvir os resultados que estavam nos outros campos e verificava que o que relatavam não era o mesmo que estava a ver.
ontem, quando num ápice o nápoles faz 2-1, começou o chorrilho de críticas à equipa do Benfica.
só acalmou com o golo do boca de tubarão. e, a partir daí, foi só elogios.
estou farto de um tal de joaquim rita mas agrada-me o facto de não já não ter de ouvir o inefável jorge coroado, espero que definitivamente.
não quero fanáticos a comentar. quero independência e, sobretudo, competência.
do que ouvi e li, fica a impressão de que está tudo em aberto para a segunda mão.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

o Rei também erra

não que já não o tenhamos dito aqui, mas de facto o Rei Eusébio às vezes também erra:



"O Eusébio disse que o Cristiano Ronaldo pode ser melhor que ele. Eusébio erra ao ser demasiado humilde. Não há comparação possível. Eusébio foi único e nunca mais aparecerá no futebol mundial um jogador como ele. Eusébio tem de pensar que os tempos são outros. Ele jogava em campos pelados ou de terra lavrada. Algo semelhante com relva era pura coincidência. Eusébio jogava com chuteiras que pesavam mais que um leitão assado... e com atacadores, os quais muitas vezes faziam desviar a trajectória da bola. Bolas que pesavam chumbo, especialmente quando chovia. Os massagistas no tempo de Eusébio, apesar do mestre Manuel Marques, não tinham os conhecimentos científicos que hoje se verifica. As lesões do Eusébio eram tratadas a realizar jogos. Hoje o Cristiano Ronaldo vive num berço de ouro e joga em relva de platina. Tem os melhores médicos e massagistas do mundo, chuteiras especialmente fabricadas para si, bolas que nem se sente o seu peso e condições de treino e de vida que são absolutamente incomparáveis às vividas pelo 'pantera negra'. Eusébio será sempre o melhor jogador português de todos os tempos. Eusébio a jogar nos dias de hoje nem 200 milhões de euros chegavam para pagar a sua transferência de clube. Ainda está para nascer quem faça ouvir um relator radiofónico a gritar ao microfone: "pegou na bola no seu meio-campo, deriva um pouco para a direita e passa um adversário, finge que deriva à esquerda, entra no meio-campo adversário e passa outro, arranca a grande velocidade, passa outro adversário, finta outro e deixa-o a beijar a relva, ainda outro, o guarda-redes sai ao seu encalço, passa por ele, remata e golo, goooooooooooooooooooolo de Eusééééééébio! É um goooooolo fantástico! É o quarto golo neste encontro! Um espectáculo jamais visto num campo de futebol, amigos ouvintes!"."
João Severino, aqui

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

o dia do nosso director desportivo

quem disse que era fácil trocar o lugar de jogador pelo de director desportivo?





a ida à Catedral


a jersey, que resulta melhor ao natural, teve a sua estreia num derby - na foto acompanhada da jersey de manga comprida do La Jo Fai.
o mesmo se passou com o cativo.
o que vi?
1. um Benfica à procura de identidade.
2. um porto forte mas com debilidades que, com a equipa completa, podiam ser aproveitadas.
3. um árbitro a apitar um penalty que se fosse na área contrária era falta atacante.
4. um jogador grego que, depois do que fez, só tinha um caminho: o da saída com rescisão com justa causa.
5. um Benfica inteligente depois de o jogador grego ter acabado com o jogo.
6. o aplauso dos adeptos do porto na passagem do Nélson e dos restantes olímpicos. gostei.
7. um árbitro que não expulsou um jogador uruguaio depois da entrada sobre o Quim.
8. um equívoco táctico ao colocar Reyes e Di Maria de início.
9. um Yebda que é um fernando aguiar evoluído. podia ser pior.
10. um jogador uruguaio assobiado cada vez que tocava na bola.

ficou àquem das expectativas mas ainda assim foi um bom derby.

o delírio do record...

o pasquim record entrou em delírio.

sábado, 30 de agosto de 2008

derby

nada como ir à Catedral ver um derby na minha estreia esta época, já com o prazer de envergar a nova jersey, que ao vivo não é tão feia como no televisor.
melhor, só mesmo a vitória... a ver vamos. 

pressentimento

ontem, quando aterrava em lisboa e à esquerda via a Catedral, onde fui almoçar, poucos minutos depois da aterragem, estava a pensar onde ir passar uns dias estas férias.
lembrei-me do meu programa erasmus e dos bons dias que passei na itália.
lembrei-me de um restaurante de pizzas perto da estação de napóles e dos bons dias que passei por aí. 
lembrei-me do etna. 
lembrei-me da ilha de capri.
e de pompeia.
e que talvez fosse um bom sítio para ir passar uns dias nesta escapadela à europa.
bem, tanto me lembrei que calhou mesmo o nápoles!!

aqui fica o que disse o treinador do nápoles, reagindo ao sorteio.
vou ver as datas e talvez ainda dê para ir até a nápoles!

"Una sfida dal fascino enorme". Edy Reja ci vede la storia dietro questo Napoli-Benfica. Un primo turno di Uefa che ha bagliori di grandissimi palcoscenici europei. Match duro ma anche stimolante.

"Sì, di certo tra le cinque squadre che potevamo incontrare, il Benfica è la più difficile per qualità, storia, tradizione, organico e palmares. Ha giocatori importanti ed anche un blasone di rilievo internazionale. E' un club certamente abituato a questi match di grossa levatura europea, ma anche noi possiamo essere all'altezza del compito". 

La prima al San Paolo, meglio o peggio? "Beh forse avrei preferito giocare l'andata in Portogallo. Ma in ogni caso sarà uno spettacolo bellissimo. Diciamo che si incontrano due squadre simili per calore, passione e nobiltà calcistica. Io direi che questa è una sfida degna della Champions League".

terça-feira, 26 de agosto de 2008

setas

empresta-se (ou vende-se?) o passe do pedro correia.
vende-se o passe do nélson.
agora fala-se num tal de seitaridis que andou pelo clube que alinha de azul... quem fica a ganhar?

motivos para rir?

não, não há motivos para rir.


sábado, 23 de agosto de 2008

de sagres sempre se parte

a sagres faz parte da minha vida por um sem número de razões que agora não são para aqui chamadas.
amanhã - madrugada de segunda-feira, aqui na terra - o Benfica dá o seu pontapé de saída (gosto desta expressão) na liga com o patrocínio dessa marca de cerveja.
renovam-se as esperanças.
mas, e porque já lá vão 3 épocas sem ganhar, desconfio. do treinador, dos reforços, da estrutura. sim, da direcção já não desconfio. são uns incompetentes.
a história do Reyes demonstra bem, e não ponham as culpas em cima do atlético, a incompetência de quem nos dirige.
o papel só chega na sexta-feira antes? parece coisa de clube recreativo e cultural de póvoa e meadas (sem qualquer ofensa para essa grande freguesia do concelho de nisa).
a venda do nélson é capaz de ser um bom negócio. para alguns. a verdade é que comprámos muito sem vender e o dinheiro tem de vir de algum lado.
faça-se silêncio que o Benfica menos português dos últimos anos, vai entrar em campo.
sorte! é o que desej0.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

o risco

sem prejuízo do que já disse sobre o (quase) reforço reyes, parece-me, aqui de longe, que o Benfica está, neste momento, numa fase decisiva. o risco é enorme. se a máquina não engrena nos primeiros jogos, por sinal muito exigentes, arriscamo-nos a ter o Diamantino, sim esse mesmo, o diamante, o zarolho, como treinador principal dentro de um mês.
estamos atrasados na preparação, é um facto.
o Rui Costa está a tentar dar os melhores ao treinador que, ao chegar, deparou-se com uma pobreza franciscana (ou talvez não).
temos um Benfica descaracterizado. só jogadores que falam a língua do treinador, numa equipa tão ou mais castelhana do que muitas que militam na liga de nuestros hermanos.
Balboa, Maxi, Urreta, Aimar, Di Maria, reyes (?) e Cardozo, sem falar na novela luís garcia.
estamos numa situação de "ou vai ou racha".
como accionista da Sociedade Sport Lisboa e Benfica, SAD, gostava de saber de onde vem o dinheiro para pagar a esta gente toda. como adepto e sócio, com lugar cativo, estou-me nas tintas, mas sei que está a ser feito um grande investimento, naquela que é talvez a última cartada do orelhas para se manter no poder. esperamos que dê certo. caso contrário, adivinham-se períodos (ainda mais) difíceis para o nosso querido clube.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

reyes magos

caso se confirme a vinda do reyes, será um óptimo reforço. também pode fazer o lugar de segundo ponta-de-lança e assim podemos abandonar de vez a ideia de ir buscar o luis garcia aos periquitos.

ontem, a primeira vitória. Tacuara, quem mais, a mostrar que só no plano do cinema fantástico se podia falar na sua saída.

ontem, conversa muito interessante. sobre(tudo) futebol. com um dos monstros sagrados da comunicação em portugal. alguns dos que aqui vêm sabem de quem estou a falar. uma aula de futebol (do bom futebol) com quem mais sabe. normalmente, no nosso país, quem mais sabe ou é posto de lado ou tem de ir para o estrangeiro. com aquele de quem vos falo, aconteceram as duas coisas.


quinta-feira, 31 de julho de 2008

carta a garcia

continuam as novelas.
primeiro, aimar.
agora, garcia.
pelo meio, sai Armando Teixeira. talvez um dos últimos que sentia verdadeiramente a camisola.
da equipa campeã em 2005, restam o capitão, o luisão, o guardião quim, o guardião moreira e o assis que está, também ele, de abalada.
é pena que seja assim, mas alguém está a ganhar com todas estas transferências e não somos nós, adeptos, com toda a certeza.
depois, e pior, estamos com um défice de portugueses tremendo na nossa equipa. é verdade que os tempos são outros, mas o meu primeiro Benfica era composto por Bento, Pietra, Humberto, Bastos Lopes e Álvaro, Shéu, Carlos Manuel, Diamantino (ou João Alves), Chalana e Néné.
agora... é a sociedade das nações. ainda se conseguissemos vislumbrar melhoras, mas não. contra os rovers, foi o que se viu, contra o zbordém, idem. ah, fizeram uma jangada e passaram a foz do arelho de um lado ao outro.

sobre o Pedro Manuel Torres (ou Mantorras):
deu-nos alegrias, foi um grande jogador mas, sinceramente, não tem lugar numa equipa de alta competição. perceber isso, é meio caminho andado para podermos avançar. 

segunda-feira, 28 de julho de 2008

época de sonho

recebido por correio electrónico esta manhã (GMT+1):

"prepara-te para uma época de "sonho"...
vi os dois jogos e não consegui perceber a táctica, qual a posição dos jogadores novos e de alguns velhos... só consegui enteder que, no benfica, o guarda-redes vai à baliza. de resto... a malta já nem reclama!
abraços"

sexta-feira, 25 de julho de 2008

voltou a bola

este fim-de-semana volta a febre da bola.
hoje Benfica-blackburn, amanhã chelsea contra uns mininos aqui de cantão e depois de amanhã o primeiro derby em que os nossos jogadores vão envergar aquela camisola que, desculpem, não condiz com a nossa história.
tal como no ano passado, por esta altura, aqui ficam os votos para domingo.

terça-feira, 22 de julho de 2008

35 mais o argelino

como é possível que uma estrutura profissionalizada, uma sociedade anónima desportiva cotada em bolsa de valores e um clube com os pergaminhos do nosso Benfica esteja, nesta altura, a pouco mais de um mês do início do campeonato, com 35 jogadores a treinar?
e, pior, que ninguém diga nada. e que até achem isso perfeitamente normal.

a roçar o fantástico é a vinda de um argelino, a expensas do clube (nossas, que também pago quotas e cativo) e que já estava destinado a não treinar com o plantel principal... 
haja competência!